quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA


I – MACROESTRUTURA:  TESE + ARGUMENTOS + SOLUÇÕES

II – MICROESTRUTURA:

1. Introdução: Contextualização do assunto + inserção da TESE.

2. DESENVOLVIMENTO: Tópico frasal 1/2 + Desenvolvimento (recursos: análise de dados, fatos; comparações, exemplos, justificativas, citações, etc. + CRÍTICAS) + Fechamento (desse modo, dessa maneira, dessarte, portanto, enfim, então, dessa forma, sendo assim, etc.)

3. CONCLUSÃO: Termo de fechamento (conjunção ou expressão conclusiva) + reafirmação da tese + inserção das soluções + ARREMATE (citação direta ou fechamento do assunto discutido).


PROJETO DE TEXTO DISSERTATIVO:

     1. Assunto: Violência

     2. Tema: Bullying: brincadeira ou crime?

     3. Tese: Bullying, em decorrência dos prejuízos psicológicos e sociais sofridos pela vítima, pode, sim, ser considerado crime.

4. ARGUMENTAÇÃO:
4.1 TÓPICO FRASAL 1: Esse tipo de abuso, geralmente, está associado a problemas psicológicos.

4.2 TÓPICO FRASAL 2: Outro fator criminalizador desse ato decorre das complicações sociais entre os envolvidos.

5. SOLUÇÕES:
1.TF1: Debate sobre o tema e orientações (pais, professores, psicólogos); sessões: em casa, na escola e nos consultórios (filmes educativos, palestras, terapia). Espera-se que o estudante melhore a autoestima, e haja punição para o agressor e mudança de comportamento.


2.TF2: Ações sociais contra o bullying, na comunidade (autoridades: diretores de escolas, delegacias): Desenvolver projetos de cooperação, da não tolerância da prática (“Eu não gosto de falar mal dos outros, podemos mudar de assunto?”).  Criar um grupo de ouvidoria entre os próprios alunos. Construir um ambiente seguro, de autonomia dos sujeitos.




quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

REDAÇÃO NOTA MIL (2016)



"Orgulho Machadiano”

Brás Cubas, o defunto-autor de Machado de Assis, diz em suas "Memórias Póstumas" que não teve filhos e não transmitiu a nenhuma criatura o legado da nossa miséria. Talvez hoje ele percebesse acertada sua decisão: a postura de muitos brasileiros frente a intolerância religiosa é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a problemática do preconceito religioso que persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Conforme Aristóteles, a poética deve ser utilizada de modo que, por meio da jsutiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a perseguição religiosa rompe essa harmonia; haja vista que, embora esteja previsto na Constituição o princípio da isonomia, no qual todos devem ser tratados igualmente, muitos cidadãos se utilizam da inferioridade religiosa para externar ofensas e excluir socialmente pessoas de religiões diferentes.

Segundo pesquisas, a religião afro-brasileira é a principal vítima de discriminação, destacando-se o preconceito religioso como o principal impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de agr e de pensar. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que a preparação do preconceito religioso se encaixa na teoria do sociólogo, uma vez que se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, a continuação do pensamento da inferioridade religiosa, transmitido de geração a geração, funciona como base forte dessa forma de preconceito, perpetuando o problema no Brasil.

Infere-se, portanto, que a intolerância religiosa é um mal para a sociedade brasileira. Sendo assim, cabe ao Governo Federal construir delegacias especializadas em crimes de ódio contra religião, a fim de atenuar a prática do preconceito na sociedade, além de aumentar a pena para quem o praticar. Ainda cabe à escola criar palestras sobre as religiões e suas histórias, visando a informar crianças e jovens sobre as diferenças religiosas no país, diminuindo, assim, o preconceito religioso. Ademais, a sociedade deve se mobilizar em redes sociais, com o intuito de conscientizar a população sobre os males da intolerância religiosa. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente, e criar um legado de que Brás Cubas pudesse se orgulhar."

TEMA (ENEM  2016): "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil"

https://fundacaoais.files.wordpress.com/2014/11/mapa-acn-religious-f20c2b3.jpg

https://blog.comshalom.org/carmadelio/51781-relatorio-estarrecedor-334-milhoes-de-cristaos-sofrem-perseguicao-hoje-no-mundo

http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/06/cristofobia.html


ENEM: REDAÇÃO NOTA MIL (2015)


Equilíbrio Aristotélico

Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, o pensamento machista consolidou-se e permaneceu forte. A mulher era vista, de maneira mais intensa na transição entre a Idade Moderna e a Contemporânea, como inferior ao homem, tendo seu direito ao voto conquistado apenas na década de 1930, com a chegada da Era Vargas. Com isso, surge a problemática da violência de gênero dessa lógica excludente que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela insuficiência de leis, seja pela lenta mudança de mentalidade social.

É indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. De acordo com Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a agressão contra a mulher rompe essa harmonia, haja vista que, embora a Lei Maria da Penha tenha sido um grande progresso em relação à proteção feminina, há brechas que permitem a ocorrência dos crimes, como as muitas vítimas que deixam de efetivar a denúncia por serem intimidadas. Desse modo, evidencia-se a importância do reforço da prática da regulamentação como forma de combate à problemática.

Outrossim, destaca-se o machismo como impulsionador da violência contra a mulher. Segundo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o preconceito de gênero pode ser encaixado na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com esse comportamento, tende a adotá-lo também por conta da vivência em grupo. Assim, o fortalecimento do pensamento da exclusão feminina, transmitido de geração a geração, funciona como forte base dessa forma de agressão, agravando o problema no Brasil.


Entende-se, portanto, que a continuidade da violência contra a mulher na contemporaneidade é fruto da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do machismo como intenso fato social. A fim de atenuar o problema, o Governo Federal deve elaborar um plano de implementação de novas delegacias especializadas nessa forma de agressão, aliado à esfera estadual e municipal do poder, principalmente nas áreas que mais necessitem, além de aplicar campanhas de abrangência nacional junto às emissoras abertas de televisão como forma de estímulo à denúncia desses crimes. Dessa forma, com base no equilíbrio proposto por Aristóteles, esse fato social será gradativamente minimizado no país.

TEMA (Enem 2015):  “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira“.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

MACHADO DE ASSIS E CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE




Machado de Assis: Um menino que cresceu órfão de pais e de escola. Embora destituído de posses e epilético decidiu contrariar a pobreza e todas as improbabilidades de vencer na vida e se tornou o maior de todos os brasileiros! 

"O último gênio da Literatura Brasileira", conforme afirma o crítico americano Harold Bloom. É uma pena que a maioria dos estudantes desse século não ousem aventurar pelos seus contos e romances. Essa inadequação para o pensar, para a leitura e para a escrita é responsável por distanciar o aluno atual do incrível e tão singular Brasil machadiano. 

Então fica a proposta: "Ao vencedor, as batatas!"

1. A Causa Secreta:


2. O Enfermeiro:



3.  Uns Braços:



4. A Cartomante: 



5. A Missa do Galo:

http://www.portugues.seed.pr.gov.br/arquivos/File/leit_online/machado108.pdf


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: Nasceu dia 31 de outubro de 1902 em Itabira do Mato Dentro, no interior de Minas Gerais. Descendente de uma família de fazendeiros tradicionais da região, marcou passagem pela literatura brasileira.

Desde pequeno Carlos demonstrou grande interesse pelas palavras e pela literatura.

Estudou  no internato jesuíta no Colégio Anchieta, no interior do Rio de Janeiro, Nova Friburgo e foi destaque em “Concursos Literários”.

Formou-se em Farmácia na Escola de Odontologia e Farmácia de Belo Horizonte, porém não exerceu a profissão.

Um de seus poemas mais conhecidos é “No meio do caminho”.  Na época, foi considerado um dos maiores escândalos literários do Brasil:

“No meio do caminho tinha uma pedra
 
Tinha uma pedra no meio do caminho
 
Tinha uma pedra
 
No meio do caminho tinha uma pedra.
 
Nunca me esquecerei desse acontecimento
 
Na vida de minhas retinas tão fatigadas.
 
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
 
Tinha uma pedra
 
Tinha uma pedra no meio do caminho
 
No meio do caminho tinha uma pedra.”

Além da reconhecida arte poética - Drummond também se dedicou a escrever contos. Por essa razão, você pode hoje usufruir de tão belas narrativas escritas por ele.


6 e 7. A Doida e Presépio (Carlos Drummond):

https://www.companhiadasletras.com.br/trechos/13223.pdf


Por: Delinha Pereira de Almeida Vilas Boas


domingo, 27 de agosto de 2017

GÊNERO TEXTUAL – LENDAS FOLCLÓRICAS


O Boto Cor-de-Rosa

De acordo com a lenda, um boto cor-de-rosa sai dos rios amazônicos nas noites de festa junina. Com um poder especial, consegue se transformar num lindo, alto e forte jovem vestido com roupa social branca. Ele usa um chapéu branco para encobrir o rosto e disfarçar o nariz grande. Vai a festas e bailes noturnos em busca de jovens mulheres bonitas. Com seu jeito galanteador e falante, o boto aproxima-se das jovens desacompanhadas, seduzindo-as. Logo após, consegue convencer as mulheres para um passeio no fundo do rio, local onde costuma engravidá-las. Na manhã seguinte volta a se transformar no boto. 
O boto cor-de-rosa é considerado amigo dos pescadores da região amazônica. De acordo com a lenda, ele ajuda os pescadores durante a pesca, além de conduzir em segurança as canoas durante tempestades. O boto também ajuda a salvar pessoas que estão se afogando, tirando-as do rio. Dizem alguns que ele prefere salvar as mulheres.


(FONTE: http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/lenda_boto.htm) 

A Cobra Grande

Esta é uma lenda muito conhecida pela nossa população. Tem sido tema para nossa música, poesia e folclore. Quando éramos crianças, sempre brincávamos dizendo que embaixo dos edifícios por onde passávamos, poderia estar a tal cobra...
Há muito tempo, existiu em uma das tribos do Amazonas, uma mulher muito perversa que inclusive, devorava crianças. Para por fim a tantas dores causadas por ela, a tribo decidiu atirá-la no rio, pensando que ela morreria afogada e nunca mais viesse a perseguir ninguém. Porém, Anhangá, o gênio do mal, decidiu não deixá-la morrer e casou-se com ela, dando-lhe um filho. O pai transformou o menino em uma cobra, para que ele pudesse viver dentro do rio. Porém, logo a cobra  começou a crescer e crescer...
O rio tornou-se pequeno para abrigá-la e os peixes iam desaparecendo devorados por ela. Durante a noite seus olhos iluminavam como dois faróis fosforescentes por sobre os rios e as praias, espreitando a caça e os homens, para devorá-los. As tribos aterrorizadas, deram-lhe o nome de Cobra Grande.
Um dia a mãe da Cobra Grande morreu. Sua dor manifestou-se por um ódio tão mortal que de seus olhos brotavam flechas de fogo atiradas contra o céu e dentro da escuridão, transformavam-se em coriscos. Depois deste dia, ela se recolheu e dizem que vive adormecida debaixo das grandes cidades. Contam também que ela só acorda para anunciar o verão no céu em forma de Serpentário, ou durante as grandes tempestades para assustar, com a luz dos relâmpagos, as tribos apavoradas.

(FONTE:http://www.sumauma.net/amazonian/lendas/lendas-cobragrande.html)

A Lenda da Vitória Régia
.
A lenda da vitória-régia é muito popular no Brasil, principalmente na região Norte. Diz a lenda que a Lua era um deus que namorava as mais lindas jovens indígenas e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças consigo. Em uma aldeia, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la.
Os índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto a jovem não se importava, já que era apaixonada pela Lua. Essa paixão virou obsessão no momento em que Naiá não queria mais comer nem beber nada, só admirar a Lua.
Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus havia descido do céu para se banhar ali.
Assim, a moça se atirou no lago em direção à imagem da Lua. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou voltar, porém não conseguiu e morreu afogada.
Comovido pela situação, o deus Lua resolveu
transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras: uma estrela das águas – Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas e brancas dessa planta só abrem no período da noite.

 (FONTE: http://www.brasilescola.com/folclore/vitoria-regia.htm)

A Lenda da Vitória Régia
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A lenda da vitória-régia é muito popular no Brasil, principalmente na região Norte. Diz a lenda que a Lua era um deus que namorava as mais lindas jovens indígenas e sempre que se escondia, escolhia e levava algumas moças consigo. Em uma aldeia, havia uma linda jovem, a guerreira Naiá, que sonhava com a Lua e mal podia esperar o dia em que o deus iria chamá-la.
Os índios mais experientes alertavam Naiá dizendo que quando a Lua levava uma moça, essa jovem deixava a forma humana e virava uma estrela no céu. No entanto a jovem não se importava, já que era apaixonada pela Lua. Essa paixão virou obsessão no momento em que Naiá não queria mais comer nem beber nada, só admirar a Lua.
Numa noite em que o luar estava muito bonito, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida no meio das águas e acreditou que o deus havia descido do céu para se banhar ali.
Assim, a moça se atirou no lago em direção à imagem da Lua. Quando percebeu que aquilo fora uma ilusão, tentou voltar, porém não conseguiu e morreu afogada.
Comovido pela situação, o deus Lua resolveu
transformar a jovem em uma estrela diferente de todas as outras: uma estrela das águas – Vitória-régia. Por esse motivo, as flores perfumadas e brancas dessa planta só abrem no período da noite.

 (FONTE: http://www.brasilescola.com/folclore/vitoria-regia.htm )

O Curupira
O Curupira é um ser que faz parte do lendário amazônico. Guardião das florestas e dos animais, possui traços de índios, cabelo de fogo e os pés virados para trás. Dizem que possui o dom de ficar invisível. 
O curupira é o protetor daqueles que sabem se relacionar com a natureza, utilizando-a apenas para a sua sobrevivência. O homem que derruba árvores para construir sua casa e seus utensílios, ou ainda, para fazer o seu roçado e caçar apenas para alimentar-se, tem a proteção do Curupira. Mas aqueles que derrubam a mata sem necessidade, os que caçam indiscriminadamente, estes têm no Curupira um terrível inimigo e acabam caindo em suas armadilhas.
Para se vingar-se, o Curupira se transforma em caça. Pode ser uma paca, onça ou qualquer outro bicho que atraia os caçadores para o meio da floresta, fazendo-o perder a noção de seu rumo e ficar dando voltas no mato, retornando sempre ao mesmo lugar.
Outra forma de atingir os maus caçadores é fazendo com que sua arma não funcione ou fique incapaz de acertar qualquer tipo de alvo, principalmente a caça.
Na realidade, a lenda do Curupira revela a relação dos índios brasileiros com a mata. Não é uma relação de exploração, de uso indiscriminado, mas de respeito pela vida.   
                                
 (FONTE: http://www.portalamazonia.com.br/secao/amazoniadeaz/interna.php?id=21)

Pirarucu
Pirarucu era um índio que pertencia à tribo dos Uaiás. Era um bravo guerreiro, mas tinha um coração perverso, mesmo sendo filho de Pindarô, um homem de bom coração, chefe da tribo.
 Egoísta e cheio de vaidades, Pirarucu adorava criticar os deuses. Um dia ele aproveitou a ausência do pai para tomar índios da sua tribo como reféns e executá-los sem nenhum motivo.
Tupã, o deus dos deuses, decidiu puni-lo chamando Polo para que espalhasse o seu mais poderoso relâmpago. Também convocou Iururaruaçu a deusa das torrentes, e ordenou que provocasse a mais forte tempestade sobre Pirarucu, quando estava pescando com outros índios às margens do Rio Tocantins.
O fogo de Tupã foi visto por toda floresta. Pirarucu tentou escapar, mas foi atingido no coração por um relâmpago fulminante. Todos que se encontravam com ele correram para a selva assustados.
O corpo de Pirarucu, ainda vivo, foi levado para as profundezas do Rio Tocantins e transformado em um gigante e escuro peixe. Acabou desaparecendo nas águas e nunca mais retornou, mas por um longo tempo aterrorizou toda a região.



OUTRAS FONTES:










PAÍS DA INTOLERÂNCIA




Vamos falar sobre intolerância escolar? Um tema pouco debatido, porém muito recorrente nas escolas desse Brasil. A intolerância é um problema grave e comum nas escolas deste país. Em um trabalho realizado em sala de aula fiz este artigo e pesquisa onde exponho minha visão sobre assunto. Todos nós temos força para mudar este mundo, ás vezes com simples palavras podemos mover grandes montanhas.

Artigo de opinião

Intolerância Escolar: os mais jovens também sabem ser cruéis

 Por Maria Irmany de S. Ribeiro

Trata-se da falta de compreensão ou aceitação em relação a algo. O indivíduo não consegue aceitar divergentes pontos de vista, ideias ou culturas. O problema possui diversas ramificações sendo que, às vezes, a religião, o estrato social, a orientação sexual, modo de ser e personalidade são motivos suficientes para que haja uma agressão. A grande questão está em não respeitar o próximo como este é. A intolerância surge em algum ponto da vida, está presente em muitas pessoas de forma até inconsciente, podendo acontecer sem que a pessoa perceba, sendo, assim, um hábito comum e oculto.
O Brasil é miscigenado, no entanto há pessoas que insistem em destilar ódio pelas ruas deste país. O caso recente da Miss Brasil Monalysa Alcântara é um dos vários casos que exemplificam uma dura realidade: o Brasil está doente, demasiadamente afetado pelo mal da intolerância.
Na escola não é diferente. Berço da formação parcial de nosso ser, a intolerância dentro do ambiente escolar é um fato inegável. A sociedade influencia os jovens. As crianças por mais inocentes que possam ser também estão aprendendo a dominar tal maldade. O aluno que vemos em sala de aula é um reflexo da educação que o mesmo recebe dentro de casa, dessa forma, a intolerância vista entre os estudantes não formou-se da noite para o dia, mas ao longo do tempo pelas influências externas(que há muito tempo não são dignas de felicidade). O respeito é algo importante dentro de um lar, mas nem sempre ele pode ser encontrado neste lugar.
Em uma pesquisa realizada com um grupo* de 115 pessoas com idades entre 10 a 25 anos, em que 95,7% apresentam idades entre 11 a 18 anos, 78,3% dos entrevistados já sofreu intolerância escolar. Com esse dado alarmante observamos um problema grave: a falta de respeito. A grande maioria sofreu tal violência por questões relacionadas com aparência física e personalidade, seguidos por problemas quanto à orientação sexual e desempenho escolar. Também há casos em que a religião e opiniões divergentes foram motivos de desrespeito.
Um total de 78,3% dos participantes já presenciaram casos de intolerância dentro da escola e observa-se, posteriormente, que boa parte das vítimas não denunciou o caso. A escola pode fazer palestras e trabalhos para a conscientização sobre o tema, contudo quando a equipe escolar depara-se com um caso real é notável haver falta de interesse em algumas ocorrências. A falta de preparo unida à falta de uma punição mais severa contribui para o silêncio. A maioria dos entrevistados afirmou nada ter feito contra o agressor, pois sabiam que não seriam ouvidos; alguns daqueles que denunciaram enfrentaram o descaso e a conformidade com a intolerância. Assim conclui-se que os casos de violência são tratados como fatos corriqueiros e sem que a devida atenção seja dada a violência continua e desde cedo os agressores sentem-se confortáveis aos pés da impunidade.
Em contrapartida, 34.8% das escolas referidas na pesquisa trabalham em combate à intolerância. O número é pequeno e de certa forma insatisfatório, porém, com o cenário atual das escolas, é um bom avanço. Infelizmente, 35,7% não trabalham o tema enquanto que 29,6% dos entrevistados afirmaram que suas escolas talvez trabalhem o tema. Em sala de aula, 41,7% dos professores trabalham a situação. Esses profissionais têm grande potencial para mudar opiniões e um debate entre os alunos pode ser uma forma de combater tamanha falta de respeito.
Perfez um total de 51,8% dos entrevistados que não apresentaram problemas quanto à agressão, mas 33,3% desenvolveram traumas e 14,9% não sabem ao certo. Outro patamar é alcançado: a falta de respeito é tão grande que ultrapassa os limites da dor humana: 14% dos entrevistados necessitaram de tratamentos com profissionais enquanto 86% seguiram sem demais problemas. Parece pouco, no entanto ninguém deveria ter sua estabilidade mental afetada só porque algumas pessoas não aprenderam o que é ser humano. Vemos por aí muitas pessoas. Quantas delas realmente sabem o que é amor ao próximo?
Ao tratarmos a intolerância entre os próprios alunos observamos, algumas vezes, a falta de interesse. Alunos riem e demonstram que serão os mesmos profissionais dos diversos âmbitos da sociedade que tornarão o ambiente profissional desagradável. Isso provavelmente será passado aos seus filhos e o ciclo de intolerância continuará. A escola pode agir para o combate, mas a realidade é que as pessoas só dão crédito à opinião alheia quando esta condiz com seus próprios conceitos e ideais. Você só vai entender realmente o que o colega sente se passar pelo que ele passa e até que isso ocorra seu colega de trabalho irá pedir demissão por não aguentar mais tanto desrespeito. Afinal, quantos realmente estão dispostos a mudar isso?
A intolerância é uma doença que dificilmente poderá ser curada, todavia podemos mudar o que vemos; o lugar onde vivemos e por onde iremos passar. Talvez um dia o mundo esteja ocupado por pessoas cheias de humanidade. Como na música de Jonh Lennon, talvez um dia o mundo seja como um só. “Maior que a tristeza de não ter vencido é a vergonha de não ter lutado” - Rui Barbosa.


*Pesquisa realizada com os grupos “Tirinhas Amor Doce” e “Cabaré Cand-Y” referentes ao jogo “Amor Doce”. Os grupos podem ser encontrados na rede social do Facebook.

FONTE: Artigo e pesquisa produzidos por Maria Irmany de S. Ribeiro, aluna da 1ºsérie do Ensino Médio em trabalho conjunto sobre intolerância com Luma Mota Santos.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER


Parte desfavorecida

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um “corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Contudo, no Brasil, isso não ocorre, pois em pleno século XXI as mulheres ainda são alvos de violência. Esse quadro de persistência de maus tratos com esse setor é fruto, principalmente, de uma cultura de valorização do sexo masculino e de punições lentas e pouco eficientes por parte do Governo.

Ao longo da formação do território brasileiro, o patriarcalismo sempre esteve presente, como por exemplo, na posição do “Senhor do Engenho” e, consequentemente foi criada uma noção de inferioridade da mulher em relação ao homem. Dessa forma, muitas pessoas julgam ser correto tratar o sexo feminino de maneira diferenciada e até desrespeitosa. Logo, há muitos casos de violência contra esse grupo, em que a agressão física é a mais relatada, correspondendo a 51,68% dos casos. Nesse sentido, percebe-se que as mulheres têm suas imagens difamadas e seus direitos negligenciados por causa de uma cultural geral preconceituosa. Sendo assim, esse pensamento é passado de geração em geração, o que favorece o continuísmo dos abusos.
Além dessa visão segregacionista, a lentidão e a burocracia do sistema punitivo colaboram com a permanência das inúmeras formas de agressão. No país, os processos são demorados e as medidas coercitivas acabam não sendo tomadas no devido momento. Isso ocorre também com a Lei Maria da Penha, que entre 2006 e 2011 teve apenas 33,4% dos casos julgados. Nessa perspectiva, muitos indivíduos ao verem essa ineficiência continuam violentando as mulheres e não são punidos. Assim, essas são alvos de torturas psicológicas e abusos sexuais em diversos locais, como em casa e no trabalho.
A violência contra esse setor, portanto, ainda é uma realidade brasileira, pois há uma diminuição do valor das mulheres, além do Estado agir de forma lenta. Para que o Brasil seja mais articulado como um “corpo biológico” cabe ao Governo fazer parceria com as ONGs, em que elas possam encaminhar, mais rapidamente, os casos de agressões às Delegacias da Mulher e o Estado fiscalizar severamente o andamento dos processos. Passa a ser a função também das instituições de educação promoverem aulas de Sociologia, História e Biologia, que enfatizem a igualdade de gênero, por meio de palestras, materiais históricos e produções culturais, com o intuito de amenizar e, futuramente, acabar com o patriarcalismo. Outras medidas devem ser tomadas, mas, como disse Oscar Wilde: “O primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação.”

FONTE: Anna Beatriz Alvares Simões Wreden (ENEM 2015).


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

ESTRUTURA DA CRÔNICA ARGUMENTATIVA


A crônica argumentativa é um tipo de texto em que a argumentação é a sua principal marca. Ela é muito utilizada pelos meios de comunicação, sobretudo os jornais e as revistas, as quais podem ser do gênero narrativo, dissertativo ou descritivo.
Em resumo, a crônica argumentativa funde aspectos da crônica e dos textos argumentativos e se aproxima do Artigo de Opinião. Os cronistas, autores que escrevem as crônicas, expressam nesse tipo de texto um tema e sua posição, ponto de vista ou juízo de valor sobre tal assunto.

Veja mais sobre o assunto nos artigos: Crônica e A Argumentação.

Como Fazer uma Crônica Argumentativa?
Para elaborar uma crônica argumentativa, primeiramente escolha um tema contemporâneo que queira abordar, seja a fome no mundo, o aumento do preço do tomate, a economia brasileira atual, uma briga entre vizinhos, o aumento do trânsito nas grandes cidades, dentre outros. Feito a escolha, leia sobre o assunto, organize suas ideias e selecione argumentos.
Lembre-se que a crônica argumentativa tem que apresentar argumentos, senão trata-se de um texto meramente informativo. Uma importante característica das crônicas é o acentuado teor crítico, com presença de humor, ironia e sarcasmo. Portanto, seja criativo!
A Crônica narrativa argumentativa narra uma breve história, com personagens, tempo e espaço. Ela pode conter discursos diretos (com marca da fala dos personagens, por exemplo, o uso de travessão), indiretos (palavras dos personagens proferidas pelo narrador, ao invés de utilizar as marcas pessoas) e os indiretos livre (fusão dos dois tipos de discursos: direto e indireto).


As principais características de uma crônica argumentativa são:
- Argumentação e persuasão
- Linguagem coloquial, simples e direta
- Textos relativamente curtos
- Temas cotidianos e polêmicos
- Crítica, humor e ironia
- Induz a reflexão
- Subjetividade e criatividade
- Fusão do estilo jornalístico e literário
- Poucos personagens, se houver
- Tempo e o espaço limitados
- Caráter contemporâneo