sexta-feira, 29 de abril de 2011

Literatura: vitalidade para o pensamento humano



Segundo Mario Vargas Llosa, em artigo publicado pela revista Seleções Reader’s Digest de maio de 2003, pág.98-102, a literatura é atividade das mais nobres e estimulantes à criatividade dos seres humanos. Por isso, deveria fazer parte de todas as formas de educação, desde as primeiras idades, no lar, até os programas educativos nas escolas. Gostar de ler não é questão de tempo, e sim, de hábito. E quanto mais cedo esse hábito tem início em nossas vidas, mais ele se torna uma necessidade vital para nossos espíritos, assim como o alimento o é para o corpo.

É incontestável que a especialização traz benefícios às pessoas, por possibilitar o progresso da sociedade por meio de pesquisas e experimentos úteis para vida coletiva. Mas também pode dificultar a permuta de pensamentos culturais diversos, dificultando a comunicação e a solidariedade, segregando as pessoas nos seguimentos culturais particulares. Somente a literatura pode unir a sociedade e não a deixar se desintegrar em centenas de especialidades. A tecnologia e a ciência, portanto, não conseguem exercer essa função unificadora da cultura de que a literatura é a base.

Os bons romances permitem-nos enxergar com clareza, nas manifestações da criatividade humana, a grande verdade da igualdade entre todos nós, independentemente da raça, da cultura, da riqueza material, do posicionamento político, da religiosidade ou não de cada criatura. A boa leitura nos permite aprender o que somos e como somos perante o mundo, com nossos atos, idealismos, ousadias, medos ou fantasias. A literatura estabelece um elo fraterno entre os seres humanos que transcende todas as barreiras do tempo e espaço.

A pessoa que lê muito, refletidamente, tem como benefício o domínio linguístico, passando a exprimir-se com mais riqueza de detalhes, mais criativamente, com clareza e correção. Por outro lado, quem nunca ou pouco lê pode até falar muito, mas sempre dirá pouco, porque dispõe de um repertório mínimo de palavras para se expressar.

Sem a literatura, a mensagem crítica sofreria irreparável perda, pois a boa literatura proporciona radical questionamento do mundo em que vivemos. O bom texto literário sempre nos faz refletir, emociona, informa e, de algum modo, transforma.

Uma sociedade livre precisa contar com cidadãos livres, intelectualmente, críticos, responsáveis e criativos. É essa liberdade que nos permitirá examinar o mundo em que vivemos para buscar torná-lo em o mundo onde gostaríamos de viver. Não fosse a insatisfação, a rebeldia dos idealistas de todos os tempos, estaríamos ainda num mundo primitivo, sem progressos científicos, sem direitos humanos e, consequentemente, sem liberdade.

A figura de D. Quixote, na visão de Llosa, inspira os utopistas de todos os tempos a lutarem por uma humanidade real, na qual todos os homens se igualem como seres que merecem respeito, tratamento digno, oportunidades iguais e, por fim, uma vida melhor. Este é o papel da literatura: libertar consciências para transformar utopias em realidades.

Outro objetivo da literatura é o de agir como o traço de união entre as mais diversas culturas, sem o que a criatura, por mais conhecimento técnico que possua, será sempre alienada intelectualmente.

A boa literatura não somente é instrumento importantíssimo de ampliação cultural do leitor, como, também, é base para a produção de textos criativos. Podemos, pois, encerrar com esta expressão de Llosa (op.cit., pág. 98): “A Literatura é mais do que passatempo. É um meio indispensável para formar cidadãos”.

Autor: Jorge Leite de Oliveira

Referência bibliográfica:

OLIVEIRA, Jorge Leite de. Texto Acadêmico: Técnicas de redação e de pesquisa científica, Editora Vozes, 2011.

Esse e outros textos que postarei do mesmo autor são excelentes exemplos de dissertação argumentativa. Ele desenvolve um raciocínio bem sequenciando, ideias bem articuladas; apresenta um bem elaborado projeto de texto o que indica o completo domínio desse gênero. Sigam a sugestão do autor: Leiam textos literários! Próximo texto é um bom exemplo do discurso literário.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

ÁLCOOL E PUBLICIDADE


País está “de joelhos” para indústria da cerveja, diz Pimenta


Pimenta: Congresso tem que mostrar coragem e enfrentar “lobby” da indústria

O deputado federal Paulo Pimenta (PT) resolveu tratar fortemente da questão da venda (e sobretudo da publicidade) de cerveja e a sua relação, que é real, com as mortes no trânsito. Nos últimos dias, tem sido seu tema prioritário. E está recebendo apoio por isso, pelo alerta que faz e providências que cobra.

“Pimenta questiona papel social de cantores, esportistas e artistas em propagandas de cerveja

O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) ocupou a tribuna da Câmara, na manhã desta sexta-feira (18/03/2011), para chamar atenção da sociedade brasileira para a relação trágica entre a publicidade de cerveja, aumento de consumo da bebida e a mortes no trânsito. A crítica do parlamentar, dessa vez, foi dirigida a esportistas, cantores e artistas que vinculam suas imagens às grandes empresas de álcool no país.

Além de cobrar medidas legislativas, como a sugestão da Organização Mundial da Saúde que indica a restrição da publicidade de cerveja para redução da violência no trânsito, o deputado defendeu uma postura mais responsável das pessoas públicas que, “ao que tudo indica, estão preocupadas apenas com o retorno financeiro pessoal, ignorando os danos do estímulo ao consumo de cerveja”. Conforme Pimenta, a utilização de símbolos nacionais e regionais cria uma cultura que normatiza o consumo de bebidas.

”No Brasil, o contrato do Mano Menezes com a Kaiser, dizem, supera 2 milhões por ano. O futebol é um símbolo, um patrimônio do povo brasileiro, um vínculo que temos especialmente com as crianças e a juventude. E o que temos? O técnico da seleção, principal expressão pública do futebol no Brasil, com um contrato milionário, vinculando seu nome a uma marca de cerveja e aparecendo todos os dias na televisão”, criticou Pimenta.

O parlamentar citou o exemplo do jogador de futebol David Beckham, da seleção da Inglaterra, que durante 10 anos foi garoto propaganda da Pepsi. “O Beckham, segundo as agências internacionais, rompeu seu contrato com a marca de refrigerante pela necessidade de vincular sua imagem a produtos mais saudáveis para crianças. Por pressão da sociedade, por apelo de seus fãs, especialmente do público jovem, o atleta milionário abriu mão de ser vinculado à imagem da indústria de refrigerante” comparou Pimenta

“País está de joelhos para indústria da cerveja”

Segundo o deputado, o Congresso precisa ter coragem para enfrentar esse verdadeiro poderio do “lobby”, porque existem, segundo ele, dois setores que hoje impedem que haja uma legislação sobre esse tema no Brasil: as grandes agências de publicidade e a indústria da cerveja. “O país inteiro está de joelhos diante de dois segmentos de grande capital econômico, é verdade, mas que não podem ter força suficiente para fazer com que o Parlamento se dobre a essa situação”, conclamou.

Críticas ao CONAR

O deputado acusou o Conselho de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) de ser tolerante com o abuso de sexualidade explorado pelas propagandas de cerveja, à utilização de esportistas, à vinculação a aparências saudáveis e exemplos de sucesso pessoal e profissional. Pimenta anunciou que na próxima semana irá entrar com uma representação no Conselho de Ética do CONAR solicitando maior rigor na análise de cada uma das peças publicitárias que estão no ar. “Todo o foco da propaganda é voltado para o público jovem que tem no seu imaginário exatamente aquelas questões que o CONAR aponta como a serem evitadas. Em nosso ponto de vista, a maioria dessas propagandas colide frontalmente com as tímidas e singelas normativas do próprio CONAR”, entende o deputado.

“Publicidade não aumenta consumo”, dizem indústrias

As empresas de cerveja alegam que a publicidade não serve para aumentar o consumo, mas para fortalecimento da marca e manutenção ou crescimento de fatias no mercado. Para o deputado Pimenta aceitar esse argumento é um equívoco. “Basta vermos que, com a restrição da publicidade do cigarro e com a condescendência à propaganda da cerveja que ficou de fora da regulamentação, as indústrias dessa bebida aumentaram investimentos em publicidade e em mais de 100% sua produção no Brasil, tornando nosso país no terceiro maior produtor mundial”, rebate Pimenta.”

FONTE: Claudemir Pereira

terça-feira, 19 de abril de 2011

Leitura Formativa: Texto Argumentativo I



O Coração Econômico e Científico do Brasil

Como World Trade Center, era um dos símbolos do poder econômico dos Estados Unidos; a Amazônia, cuja boa parte situa-se, no Brasil, poderá vir a ser um dos últimos laboratórios vivos do Planeta. E sendo, depois de todo o ouro roubado pelos colonizadores, um dos maiores bens que ao Brasil ainda resta, há urgência em que os brasileiros e autoridades políticas a proteja da exploração interna, bem como da cobiça externa. Caso sejamos relapsos, sendo a Amazônia fonte de pesquisa e controle do clima, as consequências da destruição da “Floresta-Mãe” poderão ser desastrosas para gerações futuras.

Em primeiro plano, destacamos a Amazônia como um laboratório vivo para estudos científicos nas áreas de Biologia, Farmácia, Química, entre outras. Dona de uma quantidade inumerável de espécies tanto da fauna quanto da flora, a “floresta mais cobiçada do mundo” sofre ameaças constantes por conta da ação predatória de povos que por ela passam, sejam cidadãos brasileiros ou estrangeiros. E desse descuido com o uso sustentável dela, pois deveriam “explorá-la, sem esgotar-lhe os recursos naturais”, podem surgir prejuízos incalculáveis para o nosso país. Isso pode ser constatado no conhecido caso do cupuaçu, maior exemplo de biopirataria, cuja patente foi, finalmente, garantida pela lei 11.675 - sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição de 20/05/2008 do Diário Oficial. Assim, em razão de situações como essa, precisamos cuidar do nosso laboratório vivo, garantindo a gerações futuras o direito à pesquisa científica.

Já, no âmbito do clima, não só nosso país, mas todo o Planeta sofre com mudanças em decorrência da ação predatória de indivíduos desmantelados com a “nossa sala de visita” – a Amazônia. Em 2010, notamos na pele, a elevação da temperatura em todas as regiões brasileiras, principalmente, as longas secas e quedas na umidade do ar no Centro-Oeste. Diante desse fato, reconhecemos a relevante participação da Amazônica, não só no controle da temperatura como também, no regime de chuvas por ser aquela “fonte de vapor d’água e calor na atmosfera global”, conforme classifica a ação da floresta, Ana Lúcia Azevedo. Todavia, o alerta que mais nos assusta, no ponto de destruição em que nos encontramos, vem do cientista britânico James Lovelock, “autor da famosa Teoria de Gaia (segundo a qual a Terra assemelha-se a um organismo vivo, com mecanismos para auto-regular suas funções)”. Segundo esse estudioso, mesmo que mudemos nossa relação com o Planeta, até o final desse século (XXI); vamos colher duras consequências, como por exemplo, o desaparecimento de todas as cidades que se encontram no mesmo nível dos oceanos. Mas, Antes de isso ocorrer, já estamos enfrentando outras catástrofes: vulcões, terremotos, chuvas em excesso; temperaturas cada dia mais elevadas; tornados, entre outros. Enfim, notamos que a Terra cambaleia na mão do homem.

Diante disso, certificamos que a agressão contra a Amazônia acarretará prejuízos inúmeros para as gerações futuras. Em lugar de a ciência avançar de forma sustentável, poderá perder um dos objetos mais valiosos para pesquisa - a Amazônia. E a situação climática? Segundo Jacques Chirac, ex-presidente da França, "O dia em que o clima escapará do controle está próximo. Estamos chegando ao irreversível. Nessa urgência, não há tempo para medidas mornas. É hora de uma revolução em nossas consciências, em nossa economia e em nossa ação política". Assim, uma Amazônia Sustentável, em testamento assinado por nós, poderá ser uma das garantias do nosso interesse na sobrevivência das próximas gerações.

Autora:  Delinha (postado duas vezes)

Esses textos (I, II e III) foram trabalhados na atividade lúdica da última aula (Cursinho Morenão). Servem agora à leitura cautelosa, detalhada.

Leitura Formativa: Texto Argumentativo II



QUEM SABE UM DIA UM PAÍS MELHOR.

Não precisamos ir muito longe para entendermos como são tratados os direitos da criança e do adolescente. Se andarmos pelas ruas de nossa própria cidade, notaremos uma triste realidade: as leis não são cumpridas. Segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, o direito à saúde, à alimentação, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-la a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, crueldade e opressão. Mas a questão é: essa lei tem sido RESPEITADA? E a culpa sobre essa situação recai sobre quem?

A verdade é que, praticamente, quase todos os tópicos mencionados acima não têm sido observados pelas autoridades. Vejamos, por exemplo, que milhares de crianças, no Brasil, não frequentam as escolas, por falta de vagas nos colégios públicos ou ainda por compromisso de trabalho firmado com a família. E as outras que possuem esse privilégio, o de estudar, não desfrutam de um ensino de qualidade. Outro descaso que confirma esse fato refere-se ao direito à saúde. Nem mesmo os adultos, os mais jovens e os mais idosos conseguem usufruir dos cuidados necessários à saúde. Isso se deve a hospitais superlotados, constantes greves dos funcionários públicos, falta de medicamentos, e diversas outras situações que se tornam manchetes de jornais por todo o país.

Como falar de dignidade em um contexto assim? Segundo o IBGE, 2010, no Nordeste brasileiro, por exemplo, a cada mil nascidos, 32 morrem sem ver a luz do sol – o maior índice de morte infantil do Brasil. Como falar de dignidade, se milhares de adolescentes hoje vendem seu corpo como se fosse uma mercadoria? Como falar em cultura, se segundo o Ministério da Educação, 16 milhões de pessoas são analfabetas? Como falar em liberdade, se há milhares de adolescentes viciados em craque, cocaína e maconha nas periferias do Rio de Janeiro?

Como acreditar que as crianças estejam a salvo de toda forma de negligência se recebemos, frequentemente, menores batendo em nossas portas pedindo: “Tia, você tem algo para eu comer?” Não fazemos nada a respeito e, na maioria das vezes, ainda respondemos: “desculpe, não tenho!” – quando, na verdade, estamos com o armário abarrotado. Diante desse fato, não podemos dizer que crianças e adolescentes estão protegidos de qualquer crueldade e opressão.

Enfim, Talvez seja do Estado, a maior culpa, pois, como costumamos dizer, além de não cumprir sua função, desvia o dinheiro público. Mas a lei não aponta o Estado como o único responsável, indica também a família e a sociedade. E quem faz parte da sociedade? Nós! E o que temos feito para que a lei seja cumprida? Cabe a cada um, portanto, não ser negligente. Cabe-nos o cumprimento do nosso dever como cidadãos, como seres humanos e como cristãos. E sendo assim, mesmo que façamos bem a uma única criança dentre milhões, teremos feito a nossa parte, e contribuído para que o Brasil possa um dia ser um país melhor.

Autora:  Vanessa Giugni (postado duas vezes).

Leitura Formativa: Texto Argumentativo III



Pagar ou não pagar, esta é a questão

A opção dos que utilizam software livre e dos que utilizam software proprietário não é apenas uma opção tecnológica ou ideológica, mas tem relação com o desenvolvimento do país. A possibilidade de utilização de software livre, além de impulsionar a economia, representa o exercício da cidadania e facilita programas de inclusão digital.

A vigilância e a punição sobre aqueles que copiam, reproduzem ou modificam produtos de mídia, como CD’s, livros digitais e softwares, cuja matéria-prima é a informação ou o conhecimento, são severas. Agora proliferam defensores de sistemas colaborativos de produção de conhecimento. A vantagem já é sentida no bolso dos empresários, pois, ao contrário do software proprietário, desenvolvido por empresas privadas como a Microsoft, o software democrático, colaborativo ou livre, não  custa nada ( 76% das empresas, segundo o Ministério da Cultura de 2007, utilizam software aberto). Um notebook, por exemplo, que, ao invés do Windows, traz como sistema operacional o Linux, software livre,  custa 40% mais barato. Tudo isso representa mais combustível para aquecer a economia do país.

O software livre, cujo código fonte é aberto, permite que o usuário faça adequações aos mais diversos usos. A utilização de software colaborativa é mais rápida do que do software proprietário, ou privado, pois não há nova versão. Mas a questão não é só tecnológica. A concepção de que um software pode ser atualizado, modificado e melhorado pelo próprio usuário coaduna com a perspectiva de que o produto do processo educacional é um cidadão que seja autor e produtor do conhecimento e não meramente  consumidor de produtos ou informações,  alavanca do capitalismo. A Universidade Federal da Bahia (UFBA), por exemplo, possui o projeto “Tabuleiro Digital”, fundado pelo professor Nelson Pretto, em que a comunidade tem acesso à internet  graças ao software livre, de custo zero.

Um computador sem internet perde todo sentido no mundo globalizado. Um indivíduo sem acesso a ela está excluído da sociedade informacional, não podendo agir como cidadão no mundo. Para que serve um computador desconectado? Para nada. A não ser reforçar a ideia da exclusão digital, e por que não dizer social. Nesse sentido, softwares livres proporcionariam computadores conectados, pois os usuários teriam mais acesso aos aplicativos, softwares a custo zero. Uma licença do Windows 7 custa, aproximadamente, R$ 300, 00, fora outros aplicativos. Não há dúvida de que a ideia de softwares abertos à intervenção dos usuários representa uma poderosa ferramenta a favor da inclusão digital.

O desenvolvimento e a utilização cada vez maior do software livre, principalmente, nas sociedades emergentes, representariam um sentimento libertador na democratização da informação. A possibilidade crescente de acesso à softwares desse tipo, traria mais justiça social, mais integração do indivíduo com o mundo e menos desigualdade em relação ao acesso às tecnologias de informação.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CORREÇÃO DE TEXTO ARGUMENTATIVO



HABILIDADES (ENEM)
PONTOS
I. Demonstrar domínio da norma culta da língua escrita.
2,0
II. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumen-tativo.


2,0
III. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar, informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista.

4,0
IV. Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüístico-textuais necessários para a construção da argumentação (coesão/coerência).
1,0
V. Elaborar proposta de solução para o problema abordado, mostrando respeito aos valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.




1,0

TOTAL
10,0


Por Delinha & Eva Mercedes

OBS.: Os textos serão corrigidos segundo os critérios acima descritos.

DICAS PARA MELHORAR A LINGUAGEM ESCRITA:



Escrever bem é saber expressar ideias claras, rápidas e persuasivamente. Uma boa redação revela capacidade de raciocínio e esforço pessoal - mesmo para aqueles que têm mais facilidade.

Para ajudar você a escrever melhor, no trabalho ou na escola, a Tilibra preparou algumas dicas, cedidas gentilmente pelas Empresas Ogilvy & Mather, um dos maiores conglomerados de Comunicação do Brasil e do Mundo.

A Tilibra lhe oferece essas dicas esperando que, com elas, sua autobiografia seja escrita com muitas páginas de sucesso.



1. Saiba aonde você quer chegar.
      Faça um planejamento de texto. Siga, fielmente, o esboço (esquema) traçado.
      OBS.: Leia a apostila sobre Construção do parágrafo (impressa, entregue em sala).
2. Torne a leitura fácil e agradável.
Os parágrafos e sentenças curtos são mais fáceis de ler do que os longos. Mande telegramas, não romances. Para enfatizar, destaque as sentenças e enumere os pontos principais (como fizemos com essas "dicas").
OBS.: Quem domina bem a sintaxe da língua pode alongar os parágrafos, desde que não se esqueça da clareza. Essa deve ser a obsessão de um bom escritor.
3. Seja direto.
Sempre que possível, use a voz ativa.
Voz Passiva - "Estamos preocupados com que nosso projeto não seja aprovado, o que poderia afetar negativamente nossa fatia de mercado".

Voz Ativa
 - "Acreditamos que esse projeto é necessário para manter nossa fatia de mercado". (mais clara,  enxuta).
5. Evite "clichês".
Use suas próprias palavras.
É muito frequente na produção de redações que algumas pessoas se utilizem de chavões, moletas, clichês, lugares comuns, ou o nome que você preferir, para dar ao texto um ar mais culto ou uma falsa segurança naquilo que se diz.
Exemplos: 
“fechar com chave de ouro”
“o diabo foge da cruz”
“dar a volta por cima”
“em alto e bom tom”
“deixou a desejar”
"Chega ao fim a novela da negociação de Ronaldo para o Milan da Itália."

"Uma das mulheres mais belas de todos os tempo."
"O sonho do hexa virou pesadelo"
"Desde os primórdios a cobiça (...)"
"O país é uma das maiores economias do mundo."
"O racismo é uma chaga social (...)"
"O homem foi encontrado em petição de miséria."
"Ressurge o fantasma do autoritarismo (...)"
"Agora é preciso colocar a casa em ordem."
"Voltar à estaca zero"
"Amarga decepção"
"Calorosa recepção"
"Crítica construtiva"
"Deixamos para trás os tempos de inflação galopante."
"Foi desbaratada a quadrilha (...)"
"Será preciso correr atrás do prejuízo (...)"
"A atleta já está de passaporte carimbado para as Olimpíadas."
"Guga encerrou o torneio em grande estilo."
"Esta é mais uma obra faraônica".




Se analisarmos com cuidado algumas citações de pensadores famosos, frequentemente utilizadas em diferentes tipos de textos, até naqueles considerados mais rebuscados, é possível verificar que muitas deixaram há tempos de ser "originais", servindo apenas de recurso para "florear" ou "preencher" o texto ou mesmo para demonstrar falsa erudição. 


Temos, como exemplos, 
"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe nossa vã filosofia" (Shakespeare, em sua obra Hamlet)"Só sei que nada sei" (Sócrates), "Tudo vale a pena quando a alma não é pequena" (Fernando Pessoa), entre outras. 


6. Evite o uso de advérbios vagos.
E não esclarecedores, como "muito", "pouco", "razoavelmente".
Vago - O projeto está um pouco atrasado.
Claro - O projeto está uma semana atrasado.
7. Use uma linguagem simples e direta.
Evite o jargão técnico e prefira as palavras conhecidas. Não esnobe o seu português.

Jargão - Input, Output.

Português comum - Fatos/informações, resultados.

8. Ache a palavra certa.
Use palavras de que você conheça exatamente o significado. Aprenda a consultar o dicionário para evitar confusões. Palavras mal-empregadas são detectadas por um bom leitor e depõem contra você.
9. Não cometa erros de ortografia.
Em caso de dúvida, consulte o dicionário ou peça a alguém para revisar seu trabalho. Uma redação incorreta pode indicar negligência de sua parte e impressionar mal o leitor.
10. Não exagere na elaboração da mensagem.
Escreva somente o necessário, procurando condensar a informação.
Seja sucinto sem excluir nenhum ponto-chave!
11. Ataque o problema.
Diga o que você pensa sem rodeios. Escreva com simplicidade, naturalidade e confiança.
12. Evite palavras desnecessárias.
Escreva o essencial. Revise e simplifique.
Não Escreva / Escreva

Plano de Ação / Plano
Fazer um debate / Debater
Estudar em profundidade / Estudar
No evento de / Se
Com o propósito de / Para
A nível de Diretoria / Pela Diretoria
13. Evite abreviações, siglas e símbolos.
O leitor pode não conhecê-los.
14. Não se contente com o primeiro rascunho.
Reescreva. Revise. Acima de tudo, corte. Quando se tratar de um trabalho importante, faça uma pausa, entre o primeiro e o segundo rascunho, de pelo menos uma noite.

Volte a ele com um olhar crítico e imparcial.
15. Peça a um colega para revisar seus trabalhos mais importantes.
E dê total liberdade para comentários e sugestões.




Esse texto foi adaptado a partir do livro "Como Escrever Bem", de autoria de Ivan René Franzolim.

domingo, 17 de abril de 2011

Mudando o Cardápio: Beleza e Saúde da Mulher



10 ALIMENTOS INDISPENSÁVEIS À BELEZA E SAÚDE DA MULHER:

O maior trunfo deles é prevenir o envelhecimento precoce, regenerando os tecidos. Alguns combatem o ressecamento; outros, o excesso de oleosidade.

Monte com estes ingredientes um cardápio gostoso e transforme o prazer de comer em um ritual de beleza.

Nunca se pesquisou tanto, e com tantos resultados animadores, o poder de certos alimentos em relação à preservação da beleza e da saúde. Provavelmente, você conhece os benefícios de alguns deles, como a soja e o iogurte. Mas já ouviu falar dos efeitos extraordinários que tem sobre o rosto um simples pepino? Ao ficar informada a respeito de novidades em matéria de nutrição, enxotar-se-ão muitas daquelas rugas que gostariam de aparecer sem ser convidadas. Torne-se íntima dos dez superalimentos para a sua pele tirar nota 10.

1. Tônico para tonificar, nada melhor que a cenoura: o ácido lipóico, presente em sua composição, dá uma revitalizada geral no rosto e, de quebra, ajuda na hora de pegar uma cor. Ela carrega uma bateria de poderosos antioxidantes, as vitaminas A, C e E, e ainda recupera estas duas últimas, que a pele perde diariamente. "O conselho é preferir a cenoura orgânica (porque o agrotóxico diminui as vitaminas dessa raiz) e misturá-la aos sucos", ensina a médica nutróloga Jane Corona, do Rio de Janeiro, autora de vários livros sobre as propriedades dos fitoterápicos. Comer 1 cenoura pequena (72 g) por dia. Calorias 33.

2. O exército vermelho, as frutas vermelhas - morango, amora e framboesa, ricos em cianidina e vitamina C - formam um exército imbatível. São eficientes em combater os agentes "malvados", os radicais livres. Mesmo consumidas na forma de polpa congelada, elas melhoram as paredes dos vasos sanguíneos da pele, que fica mais irrigada e oxigenada. Ainda previnem o envelhecimento precoce das células, o excesso de oleosidade e a acne. A vitamina C, além de antioxidante, é fundamental na produção de colágeno, o tecido de sustentação da pele. Comer diariamente, em sucos, saladas, iogurtes, gelatinas. Calorias 1 xícara de morango tem 40 calorias; de amora, 50; de framboesa, 57.

3. Segurança 24 horas. Imagine um alimento que protege você o tempo todo. O iogurte é assim. Encarrega-se de manter os probióticos, bactérias que residem no intestino e o regulam. Sem esse equilíbrio, a pele sofre. Por outro lado, ela abriga uma quantidade muito grande de bactérias do bem, que a defendem. "Consumir iogurte mantém essa camada protetora invisível - na sua ausência, a pele se infeccionaria só de sair à rua", diz a Dra. Jane Corona. Mais ainda: o iogurte atenua as olheiras. Comer 1 pote (200 ml) por dia do produto desnatado. Calorias 90.

4. Para sentir firmeza. Descasque o abacaxi: rico em manganês, tem bromelina, uma substância antiinflamatória que atua diretamente na pele, colaborando para combater acne, alergias e outros terrores do gênero. Além disso, essa fruta deliciosa tem enzimas que fortalecem o colágeno e as fibras de elastina dos tecidos, ajudando-os a manter a firmeza. Todo mundo correndo para o fruteiro! E nem pense em enjoar na hora de adotar esse hábito no cardápio: abacaxi é bom em sucos, na sobremesa, grelhado, assado, em gelatinas, bolos, compotas e iogurtes. Comer 1 fatia (100 g), de três a quatro vezes por semana. Calorias 49.

5. Elixir da juventude. Elas são mesmo uma uva. Com propriedades laxativas e diuréticas, as uvas estimulam as funções do fígado, deixando você bem-disposta e com a pele mais bonita. Tem mais: além de serem boa fonte de vitamina C, ferro e potássio, elas contêm pectina (fibra) e bioflavonóides, que evitam o envelhecimento precoce. Comer 1 cacho pequeno de uvas, três vezes por semana. Calorias 130.

6. Gostosa e indispensável. A castanha-do-pará não é apenas deliciosa: é um poço de selênio, um mineral com propriedades antioxidantes tão ou mais poderosas que as da vitamina E. Fundamental para a beleza e a saúde da pele, ele previne e retarda o envelhecimento ou o enrijecimento dos tecidos pela oxidação e contribui para manter a elasticidade natural. Comer três castanhas-do-pará por dia. Calorias 82.

7. Mágica pura. O germe de trigo é uma excelente fonte do mineral que faz par com o selênio na hora de deixar você mais saudável e bonita: o zinco. E tem um monte de vitamina E, outro antioxidante que ajuda a pele a ficar macia e jovem. Tudo isso impede que a camada de gordura da pele oxide, evitando o envelhecimento precoce e a formação de acne e cravos. Comer 1 colher (sopa) de germe de trigo por dia. Calorias 37.

8. Mas que pepino! Nada de virar a cara para ele; e trate de aproveitar bem todos os que aparecerem pela frente. Esse vegetal é diurético, tem vitamina C e ácido fólico e, por isso, funciona como regenerador celular, com um efeito extraordinário sobre a pele. E a combinação desses dois nutrientes auxilia inclusive na cicatrização. Não é uma maravilha? Nem mesmo a casca deve ser ignorada, pois, além de ter propriedades digestivas,  é antioxidante, já que possui betacaroteno, o pigmento que o corpo transforma em vitamina A. Agora fica fácil de você entender por que tantos produtos cosméticos usam o pepino em sua fórmula. Comer 1 pepino médio (150 g), quatro vezes por semana. Calorias 19.

9. Vencendo o medo. Câncer de pele é aquele temor escondido que todo mundo tem e exorciza com filtro solar, certo? Quase. Na luta contra esse mal, além de usar FPS, entra em cena um alimento cheio de qualidades e fonte expressiva de vitaminas D e C: o salmão. A vitamina D também é antioxidante e possui uma propriedade que combate o crescimento desordenado das células. O salmão é mais rico nesse nutriente, mas ele pode ser encontrado também na sardinha e nos outros peixes. Comer 1 posta ou filé (100 g), de duas a três vezes por semana. Calorias 211.

10. Tudo de bom. A soja é uma bênção para a pele e para a saúde em geral. Em sua composição, entra um fitormônio (hormônio vegetal) semelhante ao estrógeno: a isoflavona. Na pele, temos receptores para as isoflavonas, e elas são decisivas para evitar seu ressecamento e melhorar a elasticidade, diz a Dra. Jane Corona. "Além de comer soja em grãos (em saladas), pode-se substituir o queijo tradicional por tofu, tomar sopinha de missô (massa de soja), consumir sojinha crocante, leite de soja e sucos à base da leguminosa", ensina a médica. Tudo para ficar mais bonita e saudável. Comer diariamente. Calorias 1 colher (sopa) de soja cozida tem 26 calorias.


FONTE: http://nova.abril.com.br/edicoes/367/fechado/beleza_saude/conteudo_92026.shtml?pagina3