quinta-feira, 5 de abril de 2012

LEITURA DA SEMANA:

LINKS DE ACESSO AOS TEMAS:

1. Vídeo de Millôr Fernandes:

2. Jovens protagonistas de mudanças:

3. Desemprego entre os jovens:

4. Sono e aprendizagem:

5. Educação:

terça-feira, 6 de março de 2012

BUSCA DE VISIBILIDADE ÀS AVESSAS

A lei, a ciência e o bom-senso estão do lado do 'Houaiss'
Acreditar, como faz um procurador federal, que o dicionário dissemina preconceito ao registrar diferentes usos das palavras é tão absurdo quanto achar que, ao explicar o nazismo, livros de história referendam seu horror
Nathalia Goulart

De tempos em tempos, alguma autoridade de plantão é vencida pela tentação de tutelar a sociedade. Ela, então, tira do colete uma medida politicamente correta, que, embora nula, não raro descamba para a tentativa de censura. Foi assim em 2010, quando parecer do Conselho Nacional de Educação, órgão do Ministério da Educação, tentou banir das escolas públicas a leitura do livroCaçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato. Segundo os sábios do MEC, trechos como o seguinte expressariam racismo: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão." Nesta segunda-feira, foi a vez do procurador federal Cléber Eustáquio Neves cair em tentação, pedindo à Justiça Federal em Uberlândia (MG) que sejam retirados de circulação as cópias do dicionário Houaiss, um dos mais conceituados do mercado. A razão: no verbete cigano, o livro informa que a palavra pode ganhar também o significado – pejorativo, como bem destaca o próprio dicionário – de "trapaceiro, velhaco, burlador". Para o MPF, ao conter tal explicação, o dicionário ajuda a disseminar o preconceito contra os ciganos e a intolerância étnica, que afrontam a Constituição. É um raciocínio tão absurdo quanto achar que, ao explicar o que foi o nazismo, os livros de história referendam seu horror.

O pedido do procurador é, em todos os sentidos, descabido, concordam juristas, dicionaristas e o bom-senso. É, por exemplo, a opinião de Ophir Cavalcanti, presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB): "A alegação me soa exagerada. Não vejo amparo legal nessa questão", diz. "Abolir determinadas significações do dicionário é uma tentativa de cercear a liberdade intelectual, é privar a sociedade de conhecer a própria língua." O Instituto Antônio Houaiss, responsável pela edição do dicionário (publicado pela editora Objetiva), ainda guarda em segredo quais medidas irá adotar. Espera-se que reaja, que busque a Justiça.
A perplexidade dos dicionaristas – os especialistas que constróem essas obras monumentais – é semelhante. "Os dicionários registram as acepções das palavras, pareçam elas positivas ou negativas, pois esses são os valores que os falantes da língua atribuem a elas. E esses significados precisam estar documentados nos dicionários: esta é a função deles", diz a dicionarista Maria Helena de Moura Neves, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).
É exatamente essa função que o Houaiss cumpre ao registrar o uso pejorativo que pode ser dado ao termo cigano. De acordo com o livro, data de 1899 o uso da palavra para qualificar "aquele que trapaceia, velhaco, burlador". Ainda hoje, pode-se encontrar o mesmo emprego. Então, a dicionarista, lança uma pergunta retórica cuja resposta é demolidora para o pleito do MPF: "Se nos empenhássemos em registrar apenas as acepções positivas, teríamos um dicionário cor de rosa. Isso tornaria a sociedade menos preconceituosa ou injusta?" É quase desnecessário responder: não.
O procurador Cléber Eustáquio Neves poder perder sua batalha contra o Houaiss – a vitória da lei, da ciência e do bom-senso é o que se espera da Justiça, que ainda não tem data para julgar o caso.

 Mas o procurador já fez vítimas. Instada pelo MPF, a editora Melhoramentos já suprimiu das páginas de seu dicionário a acepção pejorativa do verbete cigano. "Fomos informados por meio da Justiça de que havia pessoas ofendidas com alguns dos nossos verbetes", diz Breno Lermer, superintendente da Melhoramentos. "Avaliamos que algumas definições pejorativas relativas acigano eram antigas e já não correspondiam à realidade. Acabaram suprimidas."

A decisão abre precedente. Se surgirem mais reclamações, é possível que mais acepções sejam retiradas do dicionário? Sim, confirma Lermer. "Se entendermos que eles já não encontram correspondência com a realidade, serão retirados." Estão, portanto, em risco as definições que informam, por exemplo, que o adjetivo judeu, em sua acepção insultuosa, designa a "pessoa usurária, avarenta", ou que baiano, em situação idêntica, é o "tolo, fanfarrão". São todos usos ofensivos, preconceitusos, não há dúvida. Mas tirá-los das páginas dos dicionários seria um desserviço: melhor deixá-los ali, prestando o precioso serviço de ensinar àqueles que recorrem ao livro que o mundo não é, como lembra Maria Helena de Moura Neves, cor de rosa.

As alterações almejadas pelo procurador são, já está claro, equívocos terríveis. "Hoje, a tendência é advogar em prol do politicamente correto. É uma patrulha sem fundamento linguístico", sentencia o dicionarista Francisco Borba, da Unesp. "Dicionários não são instrumentos ideológicos ou políticos. São obras objetivas, que registram a língua. Preconceito comete aquele que faz uso de acepções pejorativas em seu cotidiano, não o dicionário."
 FONTE: VEJA - 29/02/2012


OBS.: Cada vez que um leigo desconhecedor da língua se prontifica a dar opinião sobre algum aspecto da linguística, o desastre parece inevitável. Depois do barulhão ineficaz da imprensa contra o livro didático do MEC sobre as diferenças entre língua falada e escrita  que,  após as manifestações de linguistas renomados desse país, motivou aquela a emudecer (colocar a viola no saco - como afirma o jargão) - surge um jurista querendo falar do que desconhece. Seria o desejo de visibilidade na mídia de forma contrária ao mérito e ao bom senso?

"QUE PAÍS É ESTE?"


BID: jovens da América Latina não estão preparados para o mercado

Os jovens da América Latina "estão longe" de desenvolver as destrezas exigidas pelo mercado de trabalho devido a deficiências no sistema educacional na região, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento).
O estudo, baseado em duas pesquisas - as primeiras deste tipo na região -, assinalou que os jovens do ensino médio estão longe de desenvolver habilidades interpessoais como a responsabilidade, a comunicação e a criatividade.

O trabalho intitulado "Desligados - Habilidades, Educação e Emprego na América Latina" destaca uma "grande brecha" entre as habilidades ensinadas no ensino médio e as exigidas pelo mercado de trabalho para jovens na região.

A primeira enquete incluiu entrevistas com mais de 6.200 jovens entre 25 e 30 anos de idade na Argentina e no Chile, enquanto a segunda, sobre exigência de habilidades, contou com a participação de 1.200 empresas no Chile, na Argentina e no Brasil, em setores que em geral requerem trabalhadores egressos do ensino médio.

"A pesquisa do BID documenta um sistema educacional que melhorou em cobertura, mas não em qualidade nem em ferramentas que estimulem os estudantes a terminar seus estudos", observou o relatório.

Desta forma, a análise desenhou um panorama laboral pouco animador para os jovens, já que houve uma grande diminuição dos salários, uma alta histórica nas taxas de desemprego, "salários praticamente sem crescimento há três décadas e aumento da informalidade".

Mais da metade das empresas entrevistadas deram prioridade às habilidades relacionadas com a personalidade, sendo que 80% delas indicaram que as destrezas mais difíceis de encontrar entre os jovens são as relacionadas com comportamento, como a empatia, a adaptabilidade, a cortesia, a responsabilidade e o compromisso.

Segundo o relatório, os indivíduos mais educados demonstram melhores habilidades no lado cognitivo e no sócio-emocional, pelo que qualificou de "imperativo" que os jovens terminem a escola.

Na América Latina, porém, mais de 40% dos adolescentes não terminam o ensino médio antes dos 24 anos.

Pelo menos 30% das empresas consideram que a formação recebida na escola não é suficiente para o desempenho das tarefas requeridas.

Para começar a reverter esta situação, o estudo recomenda que as autoridades escolares fomentem o desenvolvimento de habilidades sócio-emocionais, reformando tanto o plano de estudos como as práticas pedagógicas.

A pesquisa recomenda "o uso de sistemas de avaliação e informação alinhados com as habilidades que se procura desenvolver, não só conhecimentos acadêmicos, mas também habilidades sócio-emocionais relevantes para o desenvolvimento no trabalho e na vida".

FONTE: FOLHA DE S. PAULO - 06/03/2012 - 01h10


COMENTÁRIO:  Agora vale saber quais seriam essas habilidades sócio-emocionais.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Leitura Crítica

É triste dizer isso, mas quanto pior a situação, melhor para o cartunista. Não, não somos bem uns urubus que faturam em cima da crise, mas é que...são mais assuntos, mais possibilidades, coisa nova. Fazer charge sobre eleições pela milésima vez é um saco. Ou festa junina - quem não desenhou as quadrilhas de Brasília?- ou olimpíadas...Deus é bom (Atenção: ative seu decodificador de ironia, please!) volta e meia Ele nos brinda com algum escândalo ou tragédia.

Por Alberto Benett 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

UMA BOA REFLEXÃO!

BIG BROTHER BRASIL
(Luiz Fernando Veríssimo)

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço... A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência. Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterossexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE... Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas. Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis? Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.. Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia. Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna. Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo. O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!! Veja o que está por de trás do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão. Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!) Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade. -- - --
"Que Deus nos dê a sabedoria para descobrir o correto, à vontade para elegê-lo e a força para fazer que seja duradouro".
Parabéns para o Veríssimo! Concordo plenamente com ele!


terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CULTURA REFLEXIVA SOBRE A VIDA




Um dia você aprende

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança ou proximidade. E começa aprender que beijos não são contratos, tampouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe: algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre disposto a perdoá-la.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, em um instante, pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito cedo, ou muito depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a possibilidade de ser a última vez que as veremos; aprende que as circunstâncias e os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que se pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto. Aprende que não importa até o ponto aonde já chegamos, mas para onde estamos, de fato, indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil seja uma situação, sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.

Aprende que heróis são pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário fazer, enfrentando as consequências de seus atos. Aprende que paciência requer muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e inquestionável valor perante a vida.

Por Willian Shakespeare

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

CONFIÁVEL A NOTA DE REDAÇÃO DO ENEM?


Após recurso, aluno muda a nota da redação do Enem

05/01/2012 | 08h38 | Justiça 
     
Em uma decisão inédita da Justiça, um estudante de São Paulo conseguiu mudar a nota da redação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Inicialmente anulado, o texto recebeu, após recurso judicial, 880 pontos – o valor máximo é 1.000. Só na edição de 2011 do Enem, foram 16 demandas judiciais por revisão de prova. Em 2010, 28. Até agora, o único êxito foi do aluno do colégio particular paulista Lourenço Castanho, cujo nome é mantido em sigilo.

Em 21 de dezembro, o Ministério da Educação (MEC) antecipou a divulgação dos resultados das provas do Enem – previsto para o início de janeiro. Em seguida, reclamações tomaram conta das redes sociais protestando contra a falta de transparência na correção das provas. Um dos inconformados foi o aluno paulista do Lourenço Castanho. “Ele é bolsista, sempre foi o primeiro da turma. Por isso, a anulação da redação dele era totalmente improvável”, argumenta Sylvia Figueiredo Gouvêa, diretora e sócia-fundadora da instituição paulista. O aluno solicitou explicações por telefone e e-mail ao atendimento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC responsável pela prova, e recebeu a resposta de que não havia erro na correção da redação. O edital do Enem prevê cancelamento de textos em que os participantes reproduzam desenhos ou impropérios, além de redações que desrespeitem aos limites da folha de resposta ou fujam do tema proposto.

Por acreditar que não se enquadrava nesse perfil, o aluno pediu ajuda à diretoria do seu colégio. “Como ele é um aluno excepcional, resolvemos arcar com uma advogada para ajudá-lo”, relata Sylvia. Na Justiça, a advogada solicitou que o Inep apresentasse, dentro de cinco dias, a redação corrigida para que fossem verificadas as razões da anulação. A escola conta que, dois dias depois, o Inep entrou em contato com o jovem, informando que a pontuação obtida era de 880. Apesar de já terem solucionado o problema da pontuação, a diretora afirma que ainda aguarda para ver a prova corrigida.

De acordo com o edital do Enem, a redação é avaliada por dois corretores sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Caso haja discrepância maior que 300 pontos, é necessária a avaliação de um terceiro corretor, responsável pela nota final. No caso do aluno do Lourenço Castanho, o MEC afirmou que houve necessidade da intervenção do terceiro corretor, que concordou com o zero. Após o recurso judicial, o MEC informou que uma comissão extraordinária formada pelas empresas Cespe/Cesgranrio, consórcio responsável pela aplicação do Enem, analisou novamente a redação e concedeu os 880 pontos.



OBS.: Cada um deve saber se o seu texto foi corrigido de forma justa ou não, portanto prestem atenção, estudantes! 


A falta de consideração acontece, primeiramente, com o aluno. Mas, esse deve saber se o seu texto recebeu nota injusta; afinal de conta, estudou redação por 3 anos e deve saber avaliar o próprio texto (é o que se espera ao final do ciclo Ensino Médio). Agora, se o texto não foi corrigido e não se enquadra em nenhum dos critérios para anulação, o estudante deve recorrer imediatamente. Há muitos casos pelo Brasil afora. Preste atenção ao que acontece com você, não siga a multidão por, simplesmente, ir com ela; seja consciente dos seus direitos. Se for o caso, o seu caso - reclame na JUSTIÇA.

Considero, ainda, uma falta de respeito com quem dá aulas de redação. Fica uma dúvida na cabeça dos alunos sobre se o professor que o treinou durante a sua formação é confiável ou não. 

E todos nós sabemos que a seleção da banca não considera a experiência do corretor na área de produção textos, se sabe escrever textos ou não; mas se é formado em Língua Portuguesa e se é professor na rede pública há um determinado tempo, dois anos, se não me engano. 

É suficiente para se tornar corretor em uma Banca Nacional? Muitos dos professores da rede pública -  excetuando os que são dedicados, porque há, não podemos generalizar  - não trabalham a redação nas suas disciplinas.  E quando trabalham, o fazem com um ou outro texto, esporadicamente. O que também reprova tal atitude do professor. Esse também pode, por titulação, estar entre os corretores das bancas. 

Está mais que na hora de o Enem mudar os critérios de seleção de corretores. Deveria haver uma prova rigorosa de aptidão para tal função! Isso arranha e muito a credibilidade do Enem.

DÚVIDAS SOBRE A NOTA DO ENEM?

Teoria de resposta ao item avalia habilidade e minimiza o “chute”

22 de Dezembro de 2011

A teoria da resposta ao item (TRI), metodologia de avaliação usada pelo Ministério da Educação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), não contabiliza apenas o número total de acertos no teste. De acordo com o método, o item é a unidade básica de análise. O desempenho em um teste pode ser explicado pela habilidade do avaliado e pelas características das questões (itens).

A TRI qualifica o item de acordo com três parâmetros:
• Poder de discriminação, que é a capacidade de um item distinguir os estudantes que têm a proficiência requisitada daqueles quem não a têm
• Grau de dificuldade
• Possibilidade de acerto ao acaso (chute)

Essas características permitem estimar a habilidade de um candidato avaliado e de garantir que essas habilidades, medidas a partir de um conjunto de itens, sejam comparadas com outro conjunto na mesma escala, ainda que eles não sejam os mesmos e que haja quantidades diferentes de itens usados para o cálculo.

Com a TRI, não é possível comparar o número de acertos em uma área do conhecimento com o de outra. Pela teoria, o número de questões por nível de dificuldade em cada prova e as demais características dessas questões afetam o resultado. Dessa forma, acertar 40 itens em uma área não significa, necessariamente, ter uma proficiência maior do que em outra, cujo número de acertos tenha sido 35. Além disso, por serem áreas do conhecimento distintas, não é possível fazer uma relação direta entre as escalas de proficiência.

A TRI pressupõe que um candidato com certo nível de proficiência tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior. Ou seja, o padrão de resposta do participante é considerado no cálculo do desempenho.

Entre as vantagens metodológicas da TRI está a possibilidade de elaboração de provas diferentes para o mesmo exame. Essas provas podem ser aplicadas em qualquer período do ano com grau de dificuldade semelhante e permitem a comparabilidade no tempo.

Outra característica da TRI é não ter um limite inferior ou superior padrão entre as áreas de conhecimento. Isso significa que as proficiências dos participantes não variam entre zero e mil. Os valores máximos e mínimos de cada prova dependerão das características dos itens selecionados. No Enem, somente a prova de redação tem esses valores pré-estabelecidos, uma vez que a correção não é feita com base na TRI.

Confira a tabela com as proficiências mínimas e máximas obtidas pelos participantes em cada área do conhecimento no Enem de 2011.



FONTE: Assessoria de Comunicação Inep/MEC

OBS.: Quem está insatisfeito com a nota do Enem, deve estudar a Teoria de Resposta ao Item para melhor entender como funciona a prova.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

REDAÇÃO 2011


Onze temas atuais que podem aparecer no Enem 2011
Nathalia Goulart
As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costumam exigir do aluno a interpretação de temas atuais. Para garantir um bom desempenho na prova, ele deve se dedicar diariamente à leitura de sites, jornais e revistas. Os especialistas aconselham atenção especial a assuntos ligados a matrizes energéticas e questões sociais – áreas assíduas nas provas do Enem. “O candidato, porém, não deve se preocupar em decorar informações. O essencial é interpretar os fatos e ser capaz de compreender suas complexidades”, diz Alberto Nascimento, coordenador do Curso Anglo. Célio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante, complementa: “A leitura diária do noticiário também dá subsídios para uma boa redação, prova de peso no Enem.” 
Com a ajuda dos dois especialistas, VEJA selecionou onze temas que podem aparecer nas provas de outubro. Confira a seguir quais são eles:
1. União civil entre homossexuais
2. Tragédia no Japão.
3. Censo demográfico
4. Ascensão da mulher no Brasil
5. Divisão de estados brasileiros
6. Código florestal
7. Aids
8. Fuso-horário no Acre
9. Copa do Mundo e Olimpíada no Brasil
10. Morte de Osama bin Laden
11. China

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Veja a obra abaixo e responda:

A Condição Humana
Óleo sobre tela
1933100 x 81 x 1.6 cm
National Gallery of Art
Washington, EUA

De quem é essa obra?

"As pessoas que procuram significados simbólicos não conseguem captar a poesia e o mistério da imagem... As imagens têm de ser vistas tal como são." Pensamento do autor da Obra.
 
"O tema é exatamente igual ao exterior, criando uma confusão entre a representação e o original." Diante do pensamento do autor dessa obra, podemos afirmar que ela é realista, naturalista, simbolista ou surrealista?

Deixe sua resposta no comentário abaixo.