segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017
TEXTO NOTA MIL (ENEM)
A violência contra a mulher no
Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo
com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em
230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca
de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a
psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por
ter raízes históricas e ideológicas.
O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da
sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma
espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a
célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a
cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função
social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social,
capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos
contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social
advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo
de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a
liberdade para o ato é aumentada.
Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso
ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do
feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são
objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são
ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa
maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de
se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou
psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de
casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo,
inclusive os de reincidência.
Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas
brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para
que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de
utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a
objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais
para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o
Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores,
para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da
violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.
Autoria: Amanda Carvalho Maia Castro
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017
MODELO DE TEXTO NOTA DEZ
AS FACES DA BAJULAÇÃO
Carolina Destro Borges |
“Todo bajulador vive à custa de quem lhe dá ouvidos”. Jean de La Fontaine revela que a bajulação é uma relação de afeto mútuo em que o locutor é alimentado pela inocência da vítima. A adulação é dotada de opiniões divergentes, ora é considerada um defeito, ora uma virtude. Contudo, o ato de bajular traz consequências, e algumas dúvidas surgem: quais os motivos de se tornar um bajulador? O que a prática da bajulação pode acarretar aos envolvidos? Se afetada, como a vítima reage à ação do outro?
O bajulador, vulgarmente chamado de puxa-saco, age com propósitos vários, previamente estabelecidos. As razões que levam um indivíduo a essa prática estão fundamentadas em um objetivo final: o próprio benefício. A fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine aborda esse tema envolvendo uma personagem que, geralmente, é vista como bajuladora, a raposa. Esta elogia o corvo e consegue um pedaço de queijo, porém a bajulação vai muito além... O lisonjeador pode ter motivos maiores, como elevar-se em um grupo deixando os outros prejudicados, aquém daquele. Portanto, os aduladores têm diversos motivos, porém sempre almejam tirar proveito da situação.
A bajulação massageia o ego do bajulado e acaba por acarretar consequências. Por sua vez, o adulado pode responder de diferentes maneiras: caso o ato de bajular influencie positivamente, a autoestima da vítima aumenta, porém se o contrário ocorrer, isto é, caso a influência seja negativa, pode causar depressão e o sentimento de ódio. Francis Bacon, o fundador da ciência moderna, disse “a baixeza mais vergonhosa é a adulação”, qualificando “adular” como um termo pejorativo. A bajulação é vista como a necessidade de ouvir o que deseja e a incapacidade de aceitar a verdade. Sendo assim, a lisonja virtuosa, ou não, resulta em consequências.
Dessa maneira, a adulação é enfrentada de diversas formas e possui diferentes causas e efeitos. Por isso algumas mudanças são imprescindíveis para que a honestidade prevaleça. Cabe às empresas promoverem palestras de alerta à sociedade. Além disso também é necessário que as escolas façam debates sobre prevenção à bajulação. Porém, a mudança mais efetiva abarcaria a educação que os pais dão aos seus filhos, mostrando-lhes que a sinceridade é sempre o caminho certo a ser seguido. Assim, poderíamos viver em um mundo mais justo e verdadeiro.
REDAÇÃO - DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA
Modelos de Tese:
Vamos iniciar o
estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estrutura que é a
Tese, antes chamada de Introdução. A Tese de uma dissertação deve ser clara,
objetiva e concisa, preferencialmente. Esta precisa ser discutida, argumentada
e concluída.
Seguem exemplos de
teses, visto que uma das reclamações dos alunos é sempre esta: “Professora, eu
não sei começar!"
Assim, os exemplos
ajudarão a resolver esse impasse, dando inúmeras possibilidades ao aluno.
Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema proposto.
Exemplo:
O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição.
2 – Uma frase declarativa ou afirmação: O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição.
Exemplo:
O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna.
O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna.
Exemplo:
Baixos salários. Médicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precário. Esse é o retrato da saúde pública brasileira.
Baixos salários. Médicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precário. Esse é o retrato da saúde pública brasileira.
Exemplo:
As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era...
As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era...
5 –
Citação: textual e comentada.
Exemplo:Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.
Comentada: O teórico Joaquim Nabuco, em sua comiseração pelo escravo brasileiro, disse que este só tem a própria morte. O movimento brasileiro antiescravista, quando já fortalecido, deixou bem clara essa pungente acusação nas palavras dos abolicionistas.
6 – Pergunta ou uma sequência de perguntas:
Exemplo:
Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os críticos sociais: como funciona a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?
Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os críticos sociais: como funciona a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?
Exemplo:
O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente e da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade.
O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente e da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade.
Exemplo:
Os meios de comunicação, com sua velocidade estonteante de informação, fazem de cada homem um condômino do mundo. De repente, todos ficaram sabendo quase tudo, sem tempo para digerir 90% das informações que recebem; é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados.
Os meios de comunicação, com sua velocidade estonteante de informação, fazem de cada homem um condômino do mundo. De repente, todos ficaram sabendo quase tudo, sem tempo para digerir 90% das informações que recebem; é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados.
Exemplo:
O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais ávidos por se atualizar transformaram-se em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.
O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais ávidos por se atualizar transformaram-se em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.
Exemplo:
Enquanto muitos políticos brasileiros praticam a corrupção ao desviarem altíssimas somas em dinheiro do tesouro público, cerca de 30% da população sobrevive com menos de um salário mínimo. E para agravar, ainda temos episódios inaceitáveis como a proposta de aumento do salário dos deputados de R$ 12.000 para R$ 21.000!!
Enquanto muitos políticos brasileiros praticam a corrupção ao desviarem altíssimas somas em dinheiro do tesouro público, cerca de 30% da população sobrevive com menos de um salário mínimo. E para agravar, ainda temos episódios inaceitáveis como a proposta de aumento do salário dos deputados de R$ 12.000 para R$ 21.000!!
Exemplo:
A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado, assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.
A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado, assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.
Exemplo:
O computador liberta, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era digital. Contudo, o modo como a informática vem se impondo parece angustiar o homem, gerando ansiedade que, longe de libertar, escraviza.
O computador liberta, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era digital. Contudo, o modo como a informática vem se impondo parece angustiar o homem, gerando ansiedade que, longe de libertar, escraviza.
Exemplo:
Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra. No Japão e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a história ao público. Muitos filmes, desde os primórdios do cinema, comportavam música e ruídos especialmente compostos.
Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra. No Japão e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a história ao público. Muitos filmes, desde os primórdios do cinema, comportavam música e ruídos especialmente compostos.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
TEMA: "MINHA PÁTRIA, MINHA LÍNGUA"
Análise do Documentário Língua: Vidas em Português
O
documentário “Língua: vidas em português” remete-nos a pensamentos ricos sobre
o que é a formação de uma língua relacionada com a cultura de um povo. Durante
a exibição do filme é possível perceber que o falar a língua portuguesa, é algo
que vai muito além de simplesmente dominar um idioma. Na língua estão
impregnados os conceitos sociais, políticos, econômicos e até mesmo os
religiosos.
No
Brasil, ainda que se tenha uma variação regional de nossa linguagem, com
palavras que diferem de uma região para a outra, é possível que os integrantes
dessas regiões dialoguem perfeitamente entre si. Ao ver o filme, há momentos em
que a língua falada é tão particular daquele povo, que é preciso que se tenham
legendas, sem as quais não entenderíamos muito bem o sentido do que se flava.
Provavelmente a influencia cultural, social e religiosa tenha feito com que
isso acontecesse. Isso responde a pergunta: será que falamos mesmo o Português?
Quando assistimos ao filme, verificamos que mesmo que todos do filme falem o Português,
na realidade os países herdaram uma língua que foi ao longo do tempo modificada
pelas relações do povo com sua cultura, região, vivencia etc.
Uma
observação muito interessante é feita no filme pelo escritor José Saramago,
quando afirma que “não há língua portuguesa, há línguas em português”. Acredito
que esta expressão deriva-se da percepção do escritor sobre as variações na
forma de falar de cada povo. Outro ponto importante no documentário é o fato de
estarem inseridos no mesmo, pessoas de várias faixas etárias, pessoas do povo,
ambulantes, religiosos de várias religiões, artistas, dando uma visão bem ampla
das diferenças culturais que influenciam na forma de falar a língua portuguesa.
Não
é difícil perceber no filme que a pronuncia do português falado no Brasil é
totalmente diferente da pronuncia falado em outras regiões do mundo, mostrando
assim que a língua é formada por variedades e sofre um processo dinâmico, onde
os mecanismos da fala são diferentes. Nesse sentido, mesmo sendo Língua
Portuguesa, nunca teremos uma fala homogenia do idioma, quando visto em outras
regiões. A linguagem do documentário é simples, o que contribuiu para não
percebermos o tempo decorrido.
A
língua portuguesa não é uma língua estática, mas que se transforma em função do
ambiente onde e falada e é também fator de transformação desse ambiente.
Fonte do texto-análise: http://pensandosobre.webnode.com.br/news/analise-do-documentario-lingua%3A-vidas-em-portugu%C3%AAs-/
2. ASSISTIR AO DOCUMENTÁRIO (BRASIL E PORTUGAL): "Língua: Vidas em Português"
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017
LITERATURA NA ESCOLA
ÉPICOS DA LITERATURA UNIVERSAL QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDOS:
O professor de latim na USP, João Angelo Oliva Neto, dá muitos motivos para não deixar de ler o clássico da literatura universal ...
A obra ‘Eneida’, de Virgílio, é um dos maiores épicos da literatura universal. Segundo o tradutor e professor de latim na USP, João Angelo Oliva Neto, o livro é um clássico, pois é modelo de muitos escritores. Virgílio é muito imitado por autores importantes. No Brasil temos o exemplo de ‘Camões’.
O clássico foi nomeado como ‘Eneida’ porque conta os feitos heróicos de Enéias, como fundar Roma. O livro fala sobre a fuga de Enéias de Tróia, após perder a guerra. “Ele foge e vai para a Itália fundar a nova Tróia, que é Roma, e ele faz isso como quem cumpre uma missão de vida”, explica João Angelo Oliva Neto.
Outras avaliações das obras:
Leiam as obras:
1. Eneida:
2. Ilíada:
3. Odisseia:
Assista aos vídeos:
Ps.: Os Lusíadas ficam para o 2º bimestre...
domingo, 29 de janeiro de 2017
TROVADORISMO PORTUGUÊS
NOS TEMPOS DO TROVADORISMO - DAS CANTIGAS LÍRICAS E SATÍRICAS
PESQUISAS: Alunos do Ensino Médio (motivos para estudar o movimento):
1. Site português: Aspectos teóricos, músicas, entre outros recursos sobre essa escola literária.
http://cantigas.fcsh.unl.pt/sobreascantigas.asp
2. A influência das Cantigas Trovadorescas nas Música Popular Brasileira (MPB):
http://www.literaturaeshow.com.br/2011/08/postagem-22-as-projecoes-das-cantigas.html
3. Características das Cantigas:
http://saberliteratura.blogspot.com.br/2011/05/trovadorismo.html
OBS.: Material organizado pela professora. Sucesso nos estudos!
domingo, 13 de novembro de 2016
SOBRE AS OBRAS DE LITERATURA (FUVEST-SP):
Sugestão de leituras sobre estas obras: vestibular 2018 (Fuvest-SP)
- Iracema - José de Alencar;
- Memórias póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis;
- O cortiço - Aluísio Azevedo;
- A cidade e as serras - Eça de Queirós;
- Minha vida de menina - Helena Morley;
- Vidas secas - Graciliano Ramos;
- Claro enigma - Carlos Drummond de Andrade;
- Sagarana - João Guimarães Rosa;
- Mayombe - Pepetela
I - MINHA VIDA DE MENINA (Helena Morley)
1. Obra (pdf):
Solicitar pelo Messenger da professora ou
http://docplayer.com.br/6696540-Minha-vida-de-menina-helena-morley.html
http://docplayer.com.br/6696540-Minha-vida-de-menina-helena-morley.html
2) Audio:
3. Resumo comentado:
4) Análises: Forma e Conteúdo:
5) Análise:
http://www.sosestudante.com/resumos-m/minha-vida-de-menina-helena-morley.html
II - "A CIDADE E AS SERRAS" (Eça de Queiroz)
1. Obra (pdf):
2) Áudio:
3. Resumo comentado:
4) Análise:
III - "MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS" (Machado de
Assis):
1.
Obra (pdf):
2)
Áudio:
3. Resumo comentado:
4) Análise:
IV - "O CORTIÇO" (Aluísio de Azevedo):
1. Obra (pdf):
2) Áudio:
3. Resumo comentado:
4 Análise:
V - "IRACEMA" (José de Alencar):
1. Obra (pdf)
2. Resumo:
3. Áudio
4. Análise:
VI – “VIDAS SECAS” (Graciliano Ramos):
1. obra (pdf):
2. Resumo:
3. Vídeos:
4. Análise:
VII – “SAGARANA” (João Guimarães Rosa):
1. Obra (pdf):
2. Resumo comentado:
3. Análise:
VIII
- MAYOMBE (Pepetela):
1. Obra (pdf):
2. Resumo por capítulo:
3. Vídeos:
4. Análise:
IX - CLARO ENIGMA:
1. Obra (pdf):
2. Resumo por capítulo:
3. Vídeos:
4. Análise:
terça-feira, 6 de setembro de 2016
Guerra
ontem, hoje, amanhã
Ellen de Brito Leal,
Desde
os tempos mais antigos há, na história, registros de guerras, como por exemplo,
entre os maias, incas e astecas. Querendo ou não, o homem parece ter nascido
para destruir tudo que há a sua volta. Os que têm poder não saem prejudicados,
e são os primeiros a serem proclamados vítimas. Desde o começo da
civilização, as pessoas entram em guerras. Não importa o quanto o mundo avance,
ainda há pessoas em guerra. Parece que a humanidade atual está mais propensa à
brutalidade e à dor do que à paz.
O mundo esteve constantemente em
guerras, desde que se iniciaram os tempos. A Guerra do Peloponeso, a Queda da
Bastilha, na França, dos tempos de Napoleão; a Primeira e
a Segunda Guerra Mundial; o ataque às Torres Gêmeas, no dia 11 de Setembro de
2001; atentados terroristas, como por exemplo, contra um dos bairros
franceses, em 2015; outro em 2016 em um aeroporto e em um metrô em Bruxelas. Todos esses acontecimentos, citados acima, mostram como o ser humano é cruel com o seu semelhante. Assim, não podemos deixar que as crianças se tornem, no
futuro, como algumas dessas pessoas, precisamos dar a elas uma educação rígida,
com limites estabelecidos.
Os governantes não querem saber se
as pessoas que nada têm a ver com a guerra estão sofrendo, eles só pensam neles
mesmos. E foi nesse contexto que o mundo veio sendo construído. Como ilustração
disso, perguntamos: quantos imperadores, na antiguidade, alguns
citados anteriormente, não arriscaram tudo para vencerem? E as pessoas que perdem (perderam) tudo, até a
própria vida, quando suas casas são (foram) atingidas? Nós sabemos o que
acontece (ram) com elas. Alguns se importam com isso, outros nem pensam sobre.
Desse modo, é preciso protestar contra
esses governantes, fazer valer a voz do povo, fazer greves e palestras sobre
tal posicionamento.
Dessa forma, as guerras avançam
junto com o mundo e para impedi-las, os governantes devem conter os rebeldes e
fazer acordos para manter a paz. E estes precisam manter os acordos e não matar
pessoas inocentes. Por último, a população pode fazer parte de ONGs não governamentais,
realizar protestos contra as guerras e organizar palestras informativas para os
mais jovens. Notam-se os prejuízos que a guerra pode causar. É desumana,
doentia e degradante. É a mais suja covardia.
PS.: Ellen Brito Leal é aluna no 2º Ano do Colégio Floresta, SP.
PS.: Ellen Brito Leal é aluna no 2º Ano do Colégio Floresta, SP.
segunda-feira, 29 de agosto de 2016
MODELO DE DISSERTAÇÃO BEM-ELABORADA
AS FACES DA BAJULAÇÃO
Carolina Destro Borges |
“Todo bajulador vive à custa
de quem lhe dá ouvidos”. Jean de La Fontaine revela que a bajulação é uma
relação de afeto mútuo em que o locutor é alimentado pela inocência da vítima.
A adulação é dotada de opiniões divergentes, ora é considerada um defeito, ora
uma virtude. Contudo, o ato de bajular traz consequências, e algumas dúvidas
surgem: quais os motivos de se tornar um bajulador? O que a prática da
bajulação pode acarretar aos envolvidos? Se afetada, como a vítima reage à ação
do outro?
O bajulador, vulgarmente
chamado de puxa-saco, age com propósitos vários, previamente estabelecidos. As
razões que levam um indivíduo a essa prática estão fundamentadas em um objetivo
final: o próprio benefício. A fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine aborda
esse tema envolvendo uma personagem que, geralmente, é vista como bajuladora, a
raposa. Esta elogia o corvo e consegue um pedaço de queijo, porém a bajulação
vai muito além... O lisonjeador pode ter motivos maiores, como elevar-se em um
grupo deixando os outros prejudicados, aquém daquele. Portanto, os aduladores
têm diversos motivos, porém sempre almejam tirar proveito da situação.
A bajulação massageia o ego
do bajulado e acaba por acarretar consequências. Por sua vez, o adulado pode
responder de diferentes maneiras: caso o ato de bajular influencie positivamente, a
autoestima da vítima aumenta, porém se o contrário ocorrer, isto é, caso a
influência seja negativa, pode causar depressão e o sentimento de ódio. Francis
Bacon, o fundador da ciência moderna, disse “a baixeza mais vergonhosa é a
adulação”, qualificando “adular” como um termo pejorativo. A bajulação é vista
como a necessidade de ouvir o que deseja e a incapacidade de aceitar a verdade.
Sendo assim, a lisonja virtuosa, ou não, resulta em consequências.
Dessa maneira, a adulação é enfrentada
de diversas formas e possui diferentes causas e efeitos. Por isso algumas
mudanças são imprescindíveis para que a honestidade prevaleça. Cabe às empresas
promoverem palestras de alerta à sociedade. Além disso também é necessário que
as escolas façam debates sobre prevenção à bajulação. Porém, a mudança mais
efetiva abarcaria a educação que os pais dão aos seus filhos, mostrando-lhes
que a sinceridade é sempre o caminho certo a ser seguido. Assim, poderíamos
viver em um mundo mais justo e verdadeiro.
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