segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

TEXTO NOTA DEZ DA FUVEST-SP


TEXTO NOTA MIL (ENEM)





A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.

O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.

Além disso, já o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive os de reincidência.

Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.


Autoria: Amanda Carvalho Maia Castro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

MODELO DE TEXTO NOTA DEZ


AS FACES DA BAJULAÇÃO
Carolina Destro Borges

“Todo bajulador vive à custa de quem lhe dá ouvidos”. Jean de La Fontaine revela que a bajulação é uma relação de afeto mútuo em que o locutor é alimentado pela inocência da vítima. A adulação é dotada de opiniões divergentes, ora é considerada um defeito, ora uma virtude. Contudo, o ato de bajular traz consequências, e algumas dúvidas surgem: quais os motivos de se tornar um bajulador? O que a prática da bajulação pode acarretar aos envolvidos? Se afetada, como a vítima reage à ação do outro?
O bajulador, vulgarmente chamado de puxa-saco, age com propósitos vários, previamente estabelecidos. As razões que levam um indivíduo a essa prática estão fundamentadas em um objetivo final: o próprio benefício. A fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine aborda esse tema envolvendo uma personagem que, geralmente, é vista como bajuladora, a raposa. Esta elogia o corvo e consegue um pedaço de queijo, porém a bajulação vai muito além... O lisonjeador pode ter motivos maiores, como elevar-se em um grupo deixando os outros prejudicados, aquém daquele. Portanto, os aduladores têm diversos motivos, porém sempre almejam tirar proveito da situação.
A bajulação massageia o ego do bajulado e acaba por acarretar consequências. Por sua vez, o adulado pode responder de diferentes maneiras: caso o ato de bajular influencie positivamente, a autoestima da vítima aumenta, porém se o contrário ocorrer, isto é, caso a influência seja negativa, pode causar depressão e o sentimento de ódio. Francis Bacon, o fundador da ciência moderna, disse “a baixeza mais vergonhosa é a adulação”, qualificando “adular” como um termo pejorativo. A bajulação é vista como a necessidade de ouvir o que deseja e a incapacidade de aceitar a verdade. Sendo assim, a lisonja virtuosa, ou não, resulta em consequências.
Dessa maneira, a adulação é enfrentada de diversas formas e possui diferentes causas e efeitos. Por isso algumas mudanças são imprescindíveis para que a honestidade prevaleça. Cabe às empresas promoverem palestras de alerta à sociedade. Além disso também é necessário que as escolas façam debates sobre prevenção à bajulação. Porém, a mudança mais efetiva abarcaria a educação que os pais dão aos seus filhos, mostrando-lhes que a sinceridade é sempre o caminho certo a ser seguido. Assim, poderíamos viver em um mundo mais justo e verdadeiro.

REDAÇÃO - DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA


Modelos de Tese:

Vamos iniciar o estudo com alguns esclarecimentos sobre a primeira parte da estrutura que é a Tese, antes chamada de Introdução. A Tese de uma dissertação deve ser clara, objetiva e concisa, preferencialmente. Esta precisa ser discutida, argumentada e concluída.

Seguem exemplos de teses, visto que uma das reclamações dos alunos é sempre esta: “Professora, eu não sei começar!"

Assim, os exemplos ajudarão a resolver esse impasse, dando inúmeras possibilidades ao aluno.

Vale lembrar que na tese deve sempre estar presente a palavra-chave do tema proposto.

1 – Cena descritiva:
Exemplo:
O som invade a cidade. Buzinas estridentes atordoam os passantes. Edifícios altíssimos cobrem os céus cinzentos da metrópole. Uma fumaça densa e ameaçadora empresta a São Paulo o aspecto de fotografias antigas sombreadas pela cor do tempo. É a paisagem tristonha da poluição.

2 – Uma frase declarativa ou afirmação:
Exemplo:
O artista contemporâneo, diante de um mundo complexo e agitado, tem por missão traduzir o mais fielmente possível essa realidade. Mesmo que pareça impossível impedir que o subjetivismo esteja presente, deve-se despir de opiniões já estabelecidas de pré-julgamentos ou preconceitos, a fim de que essa tradução seja fidedigna.

3 – Frases ou expressões nominais:
Exemplo:
Baixos salários. Médicos descontentes. Enfermagem pouco qualificada. Falta de medicamentos. Desvio de verbas. Hospitais insuficientes e mal aparelhados. Atendimento precário. Esse é o retrato da saúde pública brasileira.

4 – Resgate histórico ou dados retrospectivos:
Exemplo:
As primeiras manifestações de comunicação humana nas eras mais primitivas foram traduzidas por sons que expressavam sentimentos de dor, alegria ou espanto. Mais tarde, as pinturas rupestres surgiram como primeiros vestígios de tentativa de preservação de uma era...

5 – Citação: textual e comentada.
Exemplo:
Textual: "O escravo brasileiro, literalmente falando, só tem uma coisa: a morte." Joaquim Nabuco, grande teórico do movimento abolicionista brasileiro. Nabuco revela uma das características que o pensamento antiescravista apresenta: a nota de comiseração pelo escravo.
Comentada: O teórico Joaquim Nabuco, em sua comiseração pelo escravo brasileiro, disse que este só tem a própria morte. O movimento brasileiro antiescravista, quando já fortalecido, deixou bem clara essa pungente acusação nas palavras dos abolicionistas.

6 – Pergunta ou uma sequência de perguntas:
Exemplo:
Os pensadores do século XIX propuseram nos termos da época as questões que, apesar de toda a posterior realidade, continuam a intrigar os críticos sociais: como funciona a mente de um político? Quais são os fatores imponderáveis que o levam a agir desta ou daquela maneira?

7 – Definição:
Exemplo:
O envelhecimento é um processo evolutivo que depende dos fatores hereditários, do ambiente e da idade, embora ainda não tenham sido descobertas as causa precisas que o determinam em toda a sua amplitude e diversidade.

8 – Linguagem figurada:
Exemplo:
Os meios de comunicação, com sua velocidade estonteante de informação, fazem de cada homem um condômino do mundo. De repente, todos ficaram sabendo quase tudo, sem tempo para digerir 90% das informações que recebem; é uma ilha cercada de comunicações por todos os lados.

9 – Narração:
Exemplo:
O ano de 1997 foi marcado pela expansão da informática no país: realizaram-se as mais importantes feiras do mundo, apresentando novidades que deslumbraram os brasileiros. Os mais ávidos por se atualizar transformaram-se em presas definitivas de um dos mercados mais lucrativos do planeta.

10 - Ideias contrastantes ou ponto de vista oposto:
Exemplo:
Enquanto muitos políticos brasileiros praticam a corrupção ao desviarem altíssimas somas em dinheiro do tesouro público, cerca de 30% da população sobrevive com menos de um salário mínimo. E para agravar, ainda temos episódios inaceitáveis como a proposta de aumento do salário dos deputados de R$ 12.000 para R$ 21.000!!

11 – Comparação:
Exemplo:
A era da informática veio aprofundar os abismos do país: de um lado, assistimos ao avanço tecnológico desfrutado por cerca de 2% da população; de outro, assistimos à crescente marginalização da maioria que sequer consegue alfabetizar-se minimamente.

12 – Contestação ou confirmação de uma citação:
Exemplo:
O computador liberta, afirmou Nicholas Negroponte, o pioneiro da era digital. Contudo, o modo como a informática vem se impondo parece angustiar o homem, gerando ansiedade que, longe de libertar, escraviza.

13 – Declaração surpreendente:
Exemplo:
Jamais houve cinema silencioso. A projeção das fitas mudas era acompanhada por música de piano ou pequena orquestra. No Japão e outras partes do mundo, popularizou-se a figura do narrador ou comentador de imagens, que explicava a história ao público. Muitos filmes, desde os primórdios do cinema, comportavam música e ruídos especialmente compostos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

TEMA: "MINHA PÁTRIA, MINHA LÍNGUA"

Análise do Documentário Língua: Vidas em Português


          O documentário “Língua: vidas em português” remete-nos a pensamentos ricos sobre o que é a formação de uma língua relacionada com a cultura de um povo. Durante a exibição do filme é possível perceber que o falar a língua portuguesa, é algo que vai muito além de simplesmente dominar um idioma. Na língua estão impregnados os conceitos sociais, políticos, econômicos e até mesmo os religiosos.
No Brasil, ainda que se tenha uma variação regional de nossa linguagem, com palavras que diferem de uma região para a outra, é possível que os integrantes dessas regiões dialoguem perfeitamente entre si. Ao ver o filme, há momentos em que a língua falada é tão particular daquele povo, que é preciso que se tenham legendas, sem as quais não entenderíamos muito bem o sentido do que se flava. Provavelmente a influencia cultural, social e religiosa tenha feito com que isso acontecesse. Isso responde a pergunta: será que falamos mesmo o Português? Quando assistimos ao filme, verificamos que mesmo que todos do filme falem o Português, na realidade os países herdaram uma língua que foi ao longo do tempo modificada pelas relações do povo com sua cultura, região, vivencia etc.
          Uma observação muito interessante é feita no filme pelo escritor José Saramago, quando afirma que “não há língua portuguesa, há línguas em português”. Acredito que esta expressão deriva-se da percepção do escritor sobre as variações na forma de falar de cada povo. Outro ponto importante no documentário é o fato de estarem inseridos no mesmo, pessoas de várias faixas etárias, pessoas do povo, ambulantes, religiosos de várias religiões, artistas, dando uma visão bem ampla das diferenças culturais que influenciam na forma de falar a língua portuguesa.
          Não é difícil perceber no filme que a pronuncia do português falado no Brasil é totalmente diferente da pronuncia falado em outras regiões do mundo, mostrando assim que a língua é formada por variedades e sofre um processo dinâmico, onde os mecanismos da fala são diferentes. Nesse sentido, mesmo sendo Língua Portuguesa, nunca teremos uma fala homogenia do idioma, quando visto em outras regiões. A linguagem do documentário é simples, o que contribuiu para não percebermos o tempo decorrido.
            A língua portuguesa não é uma língua estática, mas que se transforma em função do ambiente onde e falada e é também fator de transformação desse ambiente.



1. OUVIR A MÚSICA "Língua" (Caetano Veloso)



2. ASSISTIR AO DOCUMENTÁRIO (BRASIL E PORTUGAL): "Língua: Vidas em Português"



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

LITERATURA NA ESCOLA


ÉPICOS DA LITERATURA UNIVERSAL QUE NÃO PODEM SER ESQUECIDOS:

O professor de latim na USP, João Angelo Oliva Neto, dá muitos motivos para não deixar de ler o clássico da literatura universal ...


A obra ‘Eneida’, de Virgílio, é um dos maiores épicos da literatura universal. Segundo o tradutor e professor de latim na USP, João Angelo Oliva Neto, o livro é um clássico, pois é modelo de muitos escritores. Virgílio é muito imitado por autores importantes. No Brasil temos o exemplo de ‘Camões’.
O clássico foi nomeado como ‘Eneida’ porque conta os feitos heróicos de Enéias, como fundar Roma. O livro fala sobre a fuga de Enéias de Tróia, após perder a guerra. “Ele foge e vai para a Itália fundar a nova Tróia, que é Roma, e ele faz isso como quem cumpre uma missão de vida”, explica João Angelo Oliva Neto.
Outras avaliações das obras:

Leiam as obras:
1. Eneida:
2. Ilíada:
3. Odisseia:
Assista aos vídeos: 
Ps.: Os Lusíadas ficam para o 2º bimestre...

domingo, 29 de janeiro de 2017

TROVADORISMO PORTUGUÊS


NOS TEMPOS DO TROVADORISMO - DAS CANTIGAS LÍRICAS E SATÍRICAS


PESQUISAS: Alunos do Ensino Médio (motivos para estudar o movimento): 


1. Site português: Aspectos teóricos, músicas, entre outros recursos sobre essa escola literária.

http://cantigas.fcsh.unl.pt/sobreascantigas.asp

2. A influência das Cantigas Trovadorescas nas Música Popular Brasileira (MPB):

http://www.literaturaeshow.com.br/2011/08/postagem-22-as-projecoes-das-cantigas.html


3. Características das Cantigas:

http://saberliteratura.blogspot.com.br/2011/05/trovadorismo.html


OBS.: Material organizado pela professora. Sucesso nos estudos!


domingo, 13 de novembro de 2016

SOBRE AS OBRAS DE LITERATURA (FUVEST-SP):






I  - MINHA VIDA DE MENINA (Helena Morley)

1. Obra (pdf):
    Solicitar pelo Messenger da professora ou

http://docplayer.com.br/6696540-Minha-vida-de-menina-helena-morley.html


2) Audio:
https://www.youtube.com/watch?v=VsO4KcZUkCE

https://www.youtube.com/watch?v=WM2BYNghyTQ

3. Resumo comentado:
4) Análises: Forma e Conteúdo:
5) Análise:
http://www.sosestudante.com/resumos-m/minha-vida-de-menina-helena-morley.html

II -  "A CIDADE E AS SERRAS" (Eça de Queiroz)
1. Obra (pdf):
2) Áudio:
3. Resumo comentado:
4) Análise:

III - "MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS" (Machado de Assis):
1. Obra (pdf):
2) Áudio:
3. Resumo comentado:
4) Análise:

IV -  "O CORTIÇO" (Aluísio de Azevedo):
1. Obra (pdf):
2) Áudio:
3. Resumo comentado:
4 Análise:

V - "IRACEMA" (José de Alencar):
1. Obra (pdf)
2. Resumo:
3. Áudio
4. Análise:

VI – “VIDAS SECAS” (Graciliano Ramos):
1. obra (pdf):
2. Resumo:
3. Vídeos:
4. Análise:

VII – “SAGARANA” (João Guimarães Rosa):
1. Obra (pdf):
2. Resumo comentado:
3. Análise:


VIII - MAYOMBE (Pepetela):
1. Obra (pdf):
2. Resumo por capítulo:
3. Vídeos:
4. Análise:

IX - CLARO ENIGMA:

1. Obra (pdf):
2. Resumo por capítulo:
3. Vídeos:
4. Análise:

terça-feira, 6 de setembro de 2016



Guerra ontem, hoje, amanhã
Ellen de Brito Leal,

            Desde os tempos mais antigos há, na história, registros de guerras, como por exemplo, entre os maias, incas e astecas. Querendo ou não, o homem parece ter nascido para destruir tudo que há a sua volta. Os que têm poder não saem prejudicados, e são os primeiros a serem proclamados vítimas. Desde o começo da civilização, as pessoas entram em guerras. Não importa o quanto o mundo avance, ainda há pessoas em guerra. Parece que a humanidade atual está mais propensa à brutalidade e à dor do que à paz.

            O mundo esteve constantemente em guerras, desde que se iniciaram os tempos. A Guerra do Peloponeso, a Queda da Bastilha, na França, dos tempos de Napoleão; a Primeira e a Segunda Guerra Mundial; o ataque às Torres Gêmeas, no dia 11 de Setembro de 2001; atentados terroristas, como por exemplo, contra um dos bairros franceses, em 2015;  outro   em  2016  em  um  aeroporto e  em  um  metrô  em  Bruxelas.  Todos    esses acontecimentos, citados acima, mostram como o ser humano é cruel com o seu semelhante. Assim, não podemos deixar que as crianças se tornem, no futuro, como algumas dessas pessoas, precisamos dar a elas uma educação rígida, com limites estabelecidos.

            Os governantes não querem saber se as pessoas que nada têm a ver com a guerra estão sofrendo, eles só pensam neles mesmos. E foi nesse contexto que o mundo veio sendo construído. Como ilustração disso, perguntamos: quantos imperadores, na antiguidade, alguns citados anteriormente, não arriscaram tudo para vencerem?  E as pessoas que perdem (perderam) tudo, até a própria vida, quando suas casas são (foram) atingidas? Nós sabemos o que acontece (ram) com elas. Alguns se importam com isso, outros nem pensam sobre. Desse modo, é preciso  protestar contra esses governantes, fazer valer a voz do povo, fazer greves e palestras sobre tal posicionamento.

            Dessa forma, as guerras avançam junto com o mundo e para impedi-las, os governantes devem conter os rebeldes e fazer acordos para manter a paz. E estes precisam manter os acordos e não matar pessoas inocentes. Por último, a população pode fazer parte de ONGs não governamentais, realizar protestos contra as guerras e organizar palestras informativas para os mais jovens. Notam-se os prejuízos que a guerra pode causar. É desumana, doentia e degradante. É a mais suja covardia. 

PS.: Ellen Brito Leal é aluna no 2º Ano do Colégio Floresta, SP.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

MODELO DE DISSERTAÇÃO BEM-ELABORADA


AS FACES DA BAJULAÇÃO
Carolina Destro Borges

“Todo bajulador vive à custa de quem lhe dá ouvidos”. Jean de La Fontaine revela que a bajulação é uma relação de afeto mútuo em que o locutor é alimentado pela inocência da vítima. A adulação é dotada de opiniões divergentes, ora é considerada um defeito, ora uma virtude. Contudo, o ato de bajular traz consequências, e algumas dúvidas surgem: quais os motivos de se tornar um bajulador? O que a prática da bajulação pode acarretar aos envolvidos? Se afetada, como a vítima reage à ação do outro?
O bajulador, vulgarmente chamado de puxa-saco, age com propósitos vários, previamente estabelecidos. As razões que levam um indivíduo a essa prática estão fundamentadas em um objetivo final: o próprio benefício. A fábula “O Corvo e a Raposa” de La Fontaine aborda esse tema envolvendo uma personagem que, geralmente, é vista como bajuladora, a raposa. Esta elogia o corvo e consegue um pedaço de queijo, porém a bajulação vai muito além... O lisonjeador pode ter motivos maiores, como elevar-se em um grupo deixando os outros prejudicados, aquém daquele. Portanto, os aduladores têm diversos motivos, porém sempre almejam tirar proveito da situação.
A bajulação massageia o ego do bajulado e acaba por acarretar consequências. Por sua vez, o adulado pode responder de diferentes maneiras: caso o ato de bajular influencie positivamente, a autoestima da vítima aumenta, porém se o contrário ocorrer, isto é, caso a influência seja negativa, pode causar depressão e o sentimento de ódio. Francis Bacon, o fundador da ciência moderna, disse “a baixeza mais vergonhosa é a adulação”, qualificando “adular” como um termo pejorativo. A bajulação é vista como a necessidade de ouvir o que deseja e a incapacidade de aceitar a verdade. Sendo assim, a lisonja virtuosa, ou não, resulta em consequências.
Dessa maneira, a adulação é enfrentada de diversas formas e possui diferentes causas e efeitos. Por isso algumas mudanças são imprescindíveis para que a honestidade prevaleça. Cabe às empresas promoverem palestras de alerta à sociedade. Além disso também é necessário que as escolas façam debates sobre prevenção à bajulação. Porém, a mudança mais efetiva abarcaria a educação que os pais dão aos seus filhos, mostrando-lhes que a sinceridade é sempre o caminho certo a ser seguido. Assim, poderíamos viver em um mundo mais justo e verdadeiro.